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O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 5 de fevereiro de 2024

Original tcheco: Svět Bez Peněz – Kde Se Nachází Počátek · cesta-gralu.cz

Quem alguma vez refletiu seriamente sobre como poderia começar na Terra a época de uma humanidade mais adiantada, a esse certamente já ocorreu que, além daquilo que em breve aparecerá como o cumprimento de todas as promessas da Luz, essa época virá também justamente por meio da renovada colaboração com os servidores enteais, isto é, com aqueles servos de Deus que com o seu trabalho cumprem pura e fielmente sempre apenas a Vontade de Deus na Criação

No tempo futuro, a colaboração com esses servos de Deus, que trabalham na matéria por toda parte em volta dos homens, será algo inteiramente natural

Se alguém já pensa assim, então é possível chamar as suas reflexões de um procedimento de pensamento iluminado, que segue na direção certa

A crescente iluminação espiritual de pessoas individuais podemos de modo geral considerar como confirmação da aproximação do início da época em que, para toda a vida na Terra, o ponto de partida determinante será somente a Vontade do Criador

Se, portanto, já hoje alguma pessoa alguma vez refletir seriamente sobre por onde conduz o caminho para a iluminação no tocante ao puro cumprimento da Lei do dar e receber, que deve estar presente na vida cotidiana da humanidade na Terra, chegará necessariamente ao ponto em que encontrará o início na harmonia e na colaboração dos homens com os servidores enteais

Justamente aqui está também uma causa da tensão existente até agora entre os homens de hoje e a grande harmonia da obra da Criação, pois tudo aquilo que o ser humano recebe permanentemente como dádivas dos servidores enteais, ele já há muito tempo logo chama de sua própria riqueza, sobre a qual ao mesmo tempo, por razões incompreensíveis, reivindica direitos, com todas as consequências nefastas que daí decorrem

Esse é justamente aquele ponto de enorme tensão que até agora se encontra entre os homens terrenos e a restante obra da Criação

Com que direito tem o ser humano a impressão de que a Terra e todas as suas dádivas, que ela lhe concede para a vida, são propriedade sua

Onde encontra o cérebro humano, com o seu intelecto que de resto trabalha tão coerentemente, uma única prova demonstrável para que algo assim deva valer, naturalmente além da obstinada afirmação dos homens de que assim é já há milênios inteiros

Não se pode encontrar em parte alguma uma única prova superior para essa afirmação humana vigente

Pelo contrário, sempre que o ser humano, com base nas provas verificadas da ciência, admite que o universo e a Terra existem aqui há bilhões de anos a mais do que desde que ele próprio aqui entrou, tem de reconhecer que jamais existiu aqui um tal direito dos homens à posse das riquezas deste planeta

Tem de estar já muito reprimido no ser humano o sadio sentir intuitivo para que ele negue essa sequência no desenvolvimento, mais clara do que o sol, na qual ele próprio não é o criador

Se aqui foi criado algo antes do ser humano, então tudo isso pertence, afinal, àquele que nisso colocou a sua força, que atuou na formação do universo com todas as suas partes

A humanidade terrena é aqui apenas um hóspede posterior, a quem é permitido usar um pouco de tudo isso, contanto, porém, que estime suficientemente as dádivas concedidas e também as trate com responsabilidade

Entre outras coisas, isso se dá igualmente com o corpo terreno do ser humano, que é também apenas um instrumento emprestado para a possibilidade de o ser humano viver na Terra

Cada um que for capaz de intuir, ainda que só um pouco, com o seu íntimo, a realidade de que se encontra numa Criação que surgiu da Vontade do Criador, tem de chegar forçosamente à conclusão de que a verdadeira e única propriedade da Terra e de tudo o que nela se encontra pertence unicamente a Ele, como doador das forças para isso necessárias, e também ainda àqueles servidores enteais que Ele enviou para que esta Terra surgisse e perdurasse

Cada ser humano individualmente, assim como também toda a humanidade, não pode partir de outra base senão a de que, sem o trabalho criador dos servidores enteais, não teria aqui nenhum apoio firme para a sua existência

Os homens resumiram isso, segundo a interpretação bíblica, na representação simplificada de que tudo isso foi, afinal, criado para o ser humano, isto é, justamente para ele e para os seus interesses

Disso deduzem que, portanto, têm direito a tudo na Terra, e nunca pensaram de outra maneira sobre isso

Partem do princípio de que tudo isso é propriedade sua, se eles se apropriarem disso e em seguida o defenderem com suficiente esperteza, por caminhos hábeis, contra os interesses das outras pessoas

Como sinal de progresso tomam então o fato de chegarem a um acordo com aquelas pessoas que estão dispostas a isso e, no quadro de regras mutuamente combinadas, começarem a trocar entre si as riquezas apropriadas da natureza

De tudo isso surgiu por fim o comércio, e até hoje se considera que ele é, por isso, parte inteiramente inseparável do mundo humano

Que, porém, o comércio é feito em primeiro lugar pelo lucro, pelo ganho, portanto desde o início com o querer ter sempre ainda mais, nisso até agora ninguém viu aquele grave perigo que nisso está contido

O perigo que arrancou completamente o leme do esforço humano da direção original do desenvolvimento espiritual para uma compreensão incrivelmente estreitada da vida como luta pelo ganho e pela riqueza

A maioria das pessoas considera isso tão natural que nunca ninguém refletiu seriamente sobre a possibilidade de tudo ter sido também originalmente pensado pelo Criador de modo inteiramente diferente

Ninguém se dá conta de que, entre outras coisas, também na Bíblia se fala do tentador, de Lúcifer, que por sua influência desviou o desenvolvimento das trilhas originalmente determinadas pelo Criador e com isso criou nos homens na Terra uma imagem falsa sobre o sentido de sua existência

Com isso, entre outras coisas, foi gravemente distorcida também a própria Lei do dar e receber

Essa Lei de Deus exige do ser humano algo diferente do que apenas o comércio e o lucro que dele se tira

A Lei do dar e receber fala em primeiro lugar da manutenção do ciclo das forças, no que reside justamente a harmonia exigida por Deus, na qual tudo deve vibrar para que se desenvolva na direção certa

É evidente que, para que se possa falar de harmonia entre os homens e toda a restante vida na Terra, deve em primeiro lugar justamente o próprio ser humano integrar-se naquilo que já foi criado e enriquecer a Lei do dar e receber com o seu próprio valor, que reside em sua espiritualidade

O dar e receber deveria, portanto, ser ligado, da parte dos homens, a tudo o que já existe, em primeiro lugar por meio do valor de seu agradecimento fervoroso e alegre, o único que pode ser uma compensação plenamente válida por aquilo que é dado pelos servidores enteais

Nada mais pode valer como compensação mais preciosa do que justamente o agradecimento fervoroso, quando ao ser humano é dado algo pelo Criador por intermédio dos servidores enteais

Se o ser humano deve ser capaz de dar, com sentimento profundo, o agradecimento fervoroso ao enteal por aquilo que justamente o enteal lhe concede nas dádivas da natureza e nas forças dos elementos, então deve ele próprio, por sua vez, dar adiante desinteressadamente tudo o que por ele foi elaborado, para que o ciclo da beneficência possa ser mantido

Somente assim será encontrado e mantido o curso pleno de paz do mundo dos homens e da natureza, por tanto tempo procurado

E não apenas mantido, mas beneficamente desenvolvido, pois somente nesse dar enriquecido pelo espírito reside a intensificação do grande ciclo das forças na Criação e, com isso, também aqui na Terra

O que isso significa, o ser humano de hoje ainda não consegue imaginar corretamente nem sequer em parte

Integrando-se no ciclo das forças no âmbito da Lei do dar e receber, é permitido ao espírito do ser humano transmitir a esta Terra e ao enteal uma irradiação que, na orientação correta, traria a todas as criaturas a alta corrente da Luz dos mundos espirituais

Por meio do ser humano deveria isso justamente derramar-se sobre a Terra como uma corrente de irradiação intensificada, que traz forças de alta espécie, as quais possibilitam a elevação da vida na Terra a uma grande bem-aventurança, da qual todos poderiam haurir para si tão poderosamente que jamais surgiria, nem num único lugar, um estado de miséria e necessidade

A sublimidade das correntes que se inclinam das alturas jamais o permitiria entre os homens

E o enteal, elevado por essa grandeza espiritual do ser humano, esforçar-se-ia com alegre júbilo por oferecer uma quantidade infinita de dádivas para a riqueza ulterior do conjunto de toda a vida na Terra

Isso poderia ter sido muito mais fácil para cada um, se nisso os homens como indivíduos e a humanidade como um todo estivessem colocados corretamente e sempre olhassem para a grandeza do sábio legado dos salões do Graal, de que dar é mais bem-aventurado do que receber

Essa Lei vale porque nela está contido o saber de que, onde quer que qualquer habitante da obra da Criação passe adiante algo de bom para presentear e fortalecer os outros, lhe é imediatamente dada, da inesgotável fonte divina, tanto mais força nova

A Lei de Deus da doação plena de graça, proveniente da fonte inesgotável da Força da inentealidade do primordialmente eterno Deus Santo, vale para cada pequena partícula de vida na obra da Criação

Vale, portanto, justamente também para o espírito humano, que, se ele também se integrar corretamente no ciclo das forças na Lei do dar e receber, será presenteado com tantas novas manifestações de bênção que, se lhe fosse permitido vê-las todas de uma vez já hoje, elas lhe teriam de parecer perspectivas que ultrapassam todas as suas representações até agora sobre as possibilidades do mundo de matéria grosseira daqui

Mas tudo isso se encontra acima desta Terra e está preparado para tornar-se parte da vida cotidiana dos homens, contanto que seja finalmente reconhecido pelos homens o profundo sentido e significado da grande Lei do dar e receber

Essa Lei nunca esteve ligada ao dinheiro nem ao comércio, como hoje em geral se considera

Ela existia, afinal, muito antes de a humanidade sequer ter surgido

Todo o cosmo, assim como também todas as forças nos planos acima da matéria, trabalham com essa Lei e obtêm nesse ciclo sempre um novo afluxo da fonte divina para a permanência de sua existência

A Lei do dar e receber é a lei do equilíbrio, em que a força original que tudo vivifica, proveniente do Divinal, que penetra todos os planos da obra da Criação, é remodelada segundo a espécie e as capacidades de cada criatura, isto é, de cada habitante da obra da Criação, para presentear os outros com uma nova forma de diversidade e, com isso, com possibilidades de maior deleite da vida em seu conjunto

Do mesmo modo deve isso acontecer um dia nesta Terra

Haurindo dos servidores enteais de suas dádivas da natureza e dos elementos, os homens devem aprender a elaborar essas dádivas e a dá-las, de sua parte, aos seus semelhantes, alegrando-se por ter podido ser acrescentado por eles próprios um novo valor à forma anterior, mais genuína e mais simples, da espécie enteal, a qual assim pôde ser elevada pelo ser humano, por sua essência espiritual criadora, a uma engenhosa perfeição e adequação, à arte e à beleza

Assim, justamente, a mão do ser humano que cultiva o solo não deve trabalhar pelo lucro, mas pela alegria do resultado da colaboração com os servidores enteais que se afanam no campo ou no jardim, resultado que chegará a outras pessoas para saciá-las ou alegrá-las

A mão do artista não deve segurar o instrumento com anseio de glória e do lucro que dela decorre, mas para presentear os outros com aquilo que lhe chega como inspiração

O objetivo da atividade humana não deve de modo algum ser o ganho em dinheiro ou a satisfação por uma troca esperta por outra mercadoria, mas justamente a consciência de que com isso se eleva a vida como um todo, na qual todos os homens podem ter o suficiente, tal como sempre foi querido pela Vontade de Deus, e ao mesmo tempo podem vivenciar a felicidade da criatividade comum, na qual vibra como uma oração o verdadeiro louvor ao Criador

A alegria que se reflete do fato de haver lugar suficiente para cada um, para que possa desenvolver plenamente os seus dons e habilidades e tornar-se assim um participante válido da vida daqui na Terra, será vivenciada no tempo vindouro como o mais alto sentido da existência humana ligada à consciência do Criador e de suas dádivas

Não, não é um passo atrás, como gostaria de insinuar o intelecto influenciado pelo tentador, mas apenas um passo à frente, que um dia chegará nesta Terra

É até um desenvolvimento necessário e, portanto, inadiável, que nisso está contido, para que o ser humano possa finalmente ser libertado das rédeas opressivas de estar atrelado diariamente ao ganhar e gastar dinheiro, às quais o acorrentou a representação material e intelectual de como deve ser a vida humana na Terra

O ser humano, como criatura espiritual, não vem a esta Terra para, em primeiro lugar, se afadigar pelo ganho ou por preocupações com a riqueza adquirida, negligenciando por causa disso tudo o mais que é importante para o sentir intuitivo

Deve aqui desenvolver-se espiritualmente em todos os aspectos e utilizar os dons que traz em si desde o despertar inicial de sua centelha interior

Nisso não se trata de modo algum da promessa de uma vida sem trabalho, em que os preguiçosos se esconderão mais facilmente na quantidade de trabalho de outras pessoas bem-intencionadas, mas nessa perspectiva está contida uma atividade viva, que deve pertencer inseparavelmente à vida daqui

Com aquilo que aqui é descrito anda de mãos dadas uma severidade coerente, que exige a pureza do agir de cada um

Tudo isso traz em si a pressão da Luz do Raio de Parsival, que a cada dia se aproxima mais da Terra

Em parte alguma deve aqui surgir, nem por um instante, a ideia de ociosidade e preguiça, das quais sempre nascem por fim, como frutos, somente a necessidade e a miséria, a doença e, por fim, a inveja, o ódio e o incêndio selvagem de uma maldade inextinguível, como formas e fenômenos concomitantes da infeliz luta pela vida entre todos os homens, travada até agora e que perdura há milênios

No ciclo ativo fortalecido pela Luz, tudo isso será levado para bem longe do mundo terreno daqui

No afluxo intensificado da Luz será imediatamente possível reconhecer em cada um se ele próprio se ocupa com algo, se se dedica a algo com sentido, para que isso possa fluir de suas mãos como dádiva oferecida às outras pessoas

Oferecida aos outros na alegria de que isso pode ser dado de presente

Na espécie espiritual humana está ancorado desde o início o pressentimento do princípio que é parte de toda a obra da Criação, isto é, que se não ocorre o represamento de forças e energias num acúmulo excessivo em um único lugar, então jamais surgirão em outro lugar falta e necessidade

Os homens intuem interiormente esse saber, mas o dinheiro e todos os esforços sociais até agora, que utilizam para procurar uma saída, nunca conseguiram eliminar deste mundo dos homens na Terra a maldição da necessidade e da miséria

Sempre, mais cedo ou mais tarde, ocorreu num lugar excesso e noutro lugar, então, falta

Tudo isso veio até agora sempre repetidamente, porque o objetivo dos homens era o acúmulo, seja de dinheiro, seja de qualquer outra riqueza, na qual se veem influência e poder

Disso surgiram sempre apenas a soberba e o alheamento em relação ao próximo e, em consequência disso, surgiram mais cedo ou mais tarde apenas a inevitável tensão social e a luta

Com isso se mostra quão errados são os caminhos que os homens até agora utilizaram para se libertarem da sombra das referidas baixezas

O dinheiro não é um instrumento que ajude à melhoria nem à manutenção deste mundo

A Vontade de Deus na Criação tirará dos homens, de uma vez por todas, esse mau costume, pois para todos os que se abrirem com o seu espírito poderá chegar a libertadora compreensão de que dar é mais valioso do que receber

Será uma libertação de que os homens não têm pressentimento, e que ao mesmo tempo está inseparavelmente contida na grande promessa da vinda do “Reino de Deus na Terra”

É também parte necessária da condição para a continuação da vida nesta Terra

Pois isso soa claramente também nas palavras de que tudo tem de se tornar primeiro novo, para que possa brilhar sobre a humanidade a luz da nova época

Está claramente dito que tem de ser tudo o que deve tornar-se novo, e não apenas algo

Nisso está contida a compreensão vindoura da humanidade de que o dar é um valor mais alto, incomparavelmente mais alto do que aquela concentração no receber vigente até agora

Na realidade, porém, tudo isso é apenas um retorno à destinação inteiramente original, ao porquê de esta Terra ter sido criada e de nela ter surgido a vida, que possibilitou que para cá pudessem nascer, para o seu desenvolvimento, espíritos humanos felizes

O verdadeiro reconhecimento e também o cumprimento do grande ciclo da Lei do dar e receber são parte dessa promessa de que tudo deve tornar-se novo

O dar sábio e bondoso, tal como a capacidade do receber fervoroso, é uma das razões por que o espírito humano vem a esta Terra

Deve aprender que o seu sentir intuitivo e a sua mente estejam em harmonia, e que assim possa vir à Terra, por meio do ser humano, um fortalecimento que se manifestará sempre como prova de que ele vibra junto com a Harmonia da obra da Criação

Aqui é oportuno voltar de novo à atuação enteal na natureza e nos elementos, que nisso será sempre um fiel auxiliar para o ser humano

É, portanto, tudo aquilo que chega à Terra por meio do enteal que deve, em primeiro lugar, ser dado sem exigência de contrapeso na forma de dinheiro ou de outra mercadoria

Todo Estado na Terra que, por isso, quiser ir ao encontro das Leis da Criação e colocar-se sabiamente em harmonia com essas Leis criará condições para que todas as energias que ajudam os homens a viver sejam fornecidas sem condições de compensação em dinheiro

É um grande passo, que naturalmente está ligado necessariamente a muitos outros degraus intermediários de apoio, que devem providenciar o subsequente ciclo sadio das forças na sociedade humana

Hoje isso parece algo impossível, mas nisso está contido o início da nova época de iluminação que se aproxima

Do mesmo modo também o elemento água deve no futuro ser dado, em toda parte onde for possível, sem exigência de pagamento

Isso não significa abrir todas as torneiras a um desperdício nocivo de qualquer dádiva de Deus, à qual pertence necessariamente, por exemplo, justamente a água na Terra, mas é, pelo exato contrário, uma condução à mais alta responsabilidade de cada ser humano

A responsabilidade é, afinal, parte natural de o espírito humano poder mover-se livremente na obra da Criação e, ao mesmo tempo, permanecer em consonância com a Harmonia, que na Criação é onipresente

Uma responsabilidade de espécie inteiramente nova é de modo geral parte necessária do grande avanço dos homens em seu desenvolvimento nesta Terra

Responsabilidade não em primeiro lugar para com as outras pessoas, mas sempre responsabilidade perante as Leis de Deus

Nunca se pode retirar algo como uma particularidade isolada do todo da sábia ordenação de Deus para o curso da obra da Criação

Por isso também não se pode realizar o referido avanço para uma vida dos homens na Terra que dispense o uso do dinheiro sem que antes o tenha precedido a necessária iluminação espiritual, que deve primeiro preparar o solo para uma mudança tão séria

E isso também está acontecendo agora

A iluminação paira sobre a Terra e traz em si, para muitas pessoas, a vibração para o grande despertar de um sono espiritual que durou muito tempo

Encontra-se também já nas primeiras formas de pensamento que trazem as vibrações da busca de novos caminhos

E assim já hoje se pode começar a cumprir aquele dar em toda parte onde o ser humano tem consigo algo que pode oferecer como dádiva a outra pessoa, sem submetê-lo às formas até agora vigentes de comércio ou de troca

No simples presentear de algo que o ser humano pode oferecer e de que está convencido que trará ajuda ou o refrigério da alegria, e portanto motivo para o agradecimento fervoroso, oculta-se a grande bênção do verdadeiro uso da Lei do dar e receber

Em resultado, isso poderia começar imediatamente entre os homens em muitos sentidos, pois as formas em que se cumpre a Lei do dar e receber são imensamente numerosas

Começa com um sorriso, com um olhar cheio de compreensão, com uma palavra que ajuda, com a oferta de algo que para uma pessoa é excedente de colheita ou de posses

Aquilo que chega ao ser humano da natureza e de que ele próprio não necessita indispensavelmente para si e para os seus próximos deve ser dado adiante por ele mesmo, para que sirva a outras pessoas

Nessa colaboração entre o espírito humano e os servidores enteais na natureza reside o início da grande mudança na orientação de todo o modo de vida humano na Terra

Não existe nenhuma separação entre a criatividade dos servidores enteais e a criatividade dos homens

Deve por isso começar uma colaboração que porá em movimento as grandes forças do ciclo que nisso até agora estão ocultas aos homens

As formas pelas quais pode cumprir-se essa Lei do ciclo das forças beneficamente auxiliadoras, na realidade de um valor insuspeitado, são tantas quantas são as pessoas nesta Terra

Cada um pode já hoje dar às outras pessoas algo que, com o seu auxílio, lhes trará motivo de alegria e, com isso, formará as condições para o receber correto, no genuíno agradecimento do presenteado ao Criador e também àquele que é o doador imediato

Nisso se encontra o início de um grande avanço no desenvolvimento da vida social nesta Terra

O bem nisso contido é capaz, com a manutenção da necessária pureza e simplicidade, de mudar muito daquilo que hoje ainda segue numa direção falsa, rumo ao desejado desenvolvimento melhor

Em muitas pessoas, porém, impera a desconfiança em relação a esse modo de convivência dos homens

É compreensível, pois o caminho de experiências até agora é orlado de decepções em demasia

Mas agora, afinal, é diferente

A confiança nos efeitos das Leis de Deus, em ligação com a atuação enteal, libera o caminho até agora pesadamente soterrado, para que agora se mostre cada vez mais que algo como a bondade do ser humano realmente compensa

Quem confia nas sábias Leis de Deus que atuam na Criação tem à sua volta, já nesse momento, muitos auxílios, para que os seus efeitos se manifestem mais visivelmente em sua vida

Pode então observar à sua volta a vibração ativa dos servidores enteais, que estão sempre à sua mão para dar ao seu puro esforço um apoio cada vez mais visível para o seu agir

Nisso está, portanto, contido o início, que é realmente simples, mas sumamente eficaz, para que sejam postos em movimento os efeitos das Leis da Criação também aqui entre os homens na Terra

O maior inimigo do ser humano nesse assunto é a sua própria desconfiança intelectual de que algo assim seja possível

A passagem da desconfiança à confiança nos efeitos das Leis de Deus precisa, por isso, ser vivenciada em si por cada um, por si mesmo

Não pode vir nisso de fora ajuda suficiente enquanto no pensar do ser humano habitar permanentemente a desconfiança no poder superior e supraterreno da Luz

Essa é uma grande tarefa para muitas pessoas de resto já preparadas e interiormente puras

A confiança na possibilidade de formar um novo mundo já hoje, no tempo do presente, é aquilo que o ser humano espiritualmente aberto deve dar como sua contribuição para a mudança da vida na Terra, para a atuação de um bem que tudo abrange

Justamente isso é o primeiro degrau daquela mencionada iluminação na Terra

Para esse tempo de renascimento da vida na Terra o Raio de Parsival envia por isso muito fortalecimento pleno de graça para cada um que tem o íntimo aberto à mudança

Nesta Terra há também grande número de espíritos humanos sadios e puros, que vieram para ajudar essa grande mudança por meio de sua encarnação nas condições atuais

São assim eles que podem, por meio de sua própria transformação no reconhecimento do sentido da vida, ajudar na grande tarefa da iluminação

Precisam apenas declarar-se inteiramente por essa iluminação e também viver tudo na plenitude de si mesmos