Ecos do Lar Espiritual – Parte V

O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 30 de junho de 2025

Original tcheco: Ozvěny Z Duchovního Domova – Část V. · cesta-gralu.cz

É até de admirar que a grande maioria das pessoas, no seu bulício de matéria grosseira, viva a vida aqui na Terra numa quase completa ignorância de tudo o que diz respeito a qualquer conhecimento mais elevado

Do ponto de vista espiritual, as pessoas vivem em profundas trevas

O mais inacreditável nisso é que essa maioria está interiormente tão adormecida que isso não a incomoda nem um pouco

Se alguém pergunta com seriedade às pessoas de hoje se elas ao menos em parte pressentem qual é o verdadeiro sentido da sua existência, a sua resposta frequente é a surpresa de que alguém se ocupe com algo assim

Do ponto de vista da elevada missão que os homens, em sua tarefa espiritual, deviam trazer à Terra, é evidente que justamente com isso a maioria se colocou de modo inteiramente voluntário no degrau dos deserdados

Ser deserdado significa perder todas as espécies de auxílio que originalmente deviam estar sempre à mão da parte daqueles servidores que para isso foram predestinados pela Onissabedoria de Deus

Esses auxiliares são os servidores enteais

E são justamente os servidores enteais que agora estão contra a humanidade

Nas grandes conexões isso significa para a humanidade ficar sem os auxílios que estavam preparados para a realização de uma existência magnífica na Terra

O mencionado período de paciente espera dos servidores enteais, porém, terminou, e assim será até o tempo em que se cumpram todas as partes da prometida grande transformação, que trará a iluminação espiritual

Hoje, porém, nada há aqui que prove que os homens se esforçam pela iluminação espiritual

Apesar disso, grande parte das pessoas supõe viver a vida plenamente

Pensam que vivem plenamente, por mais que utilizem a grande dádiva da vida terrena que lhes foi concedida numa superficialidade inerte, tal como as gerações anteriores lhes ensinaram

Como plenitude consideram viver na Terra sem passar fome, com um lugar agradável para dormir, com a família ou os amigos no cumprimento de pequenos e grandes desejos, viver em divertimento e, além de tudo isso, ter a possibilidade de uma entrada permanente de dinheiro

Além disso ainda, se a pessoa assim o quiser, viajar livremente por todo o mundo e, na velhice, ter então a possibilidade de gozar o merecido descanso

Assim imagina grande parte das pessoas a plenitude da vida

Algo assim, porém, não pode de modo algum ser chamado de vida plena

A plenitude reside em alcançar a meta mais elevada

No caso do ser humano, a meta elevada é o desdobramento de todas as suas forças e capacidades espirituais

Por determinação do Espírito de Deus, o cumprimento de coisas puramente terrenas nunca devia ser o ápice da existência humana na Terra, mas algo assim devia ser apenas parte natural de um desenvolvimento espiritual muito mais importante

O ser humano que se esforça pela ascensão espiritual podia, com isso, através dos auxílios de Deus, ter suficiência de tudo

Podia até ter muito mais do que tem hoje

A suficiência no provimento material deve sempre ser na vida o fundamento, não a meta

O modelo do conceito de suficiência reside, porém, também e sobretudo num modo de vida que não cause sofrimento ao ser humano, assim como ele próprio nunca deve causar sofrimento aos outros

O conceito de suficiência pode ter, com isso, muitas formas nas condições que se cumprem para cada ser humano no instante presente

Para cada um são sempre condições inteiramente determinadas, que com rigorosa justiça correspondem ao seu grau de desenvolvimento

Também aqui é necessário lembrar que aquilo que a um beneficia, a outro prejudica

É o mesmo que com o invólucro de matéria grosseira do corpo humano

Aquilo que vale no caso das capacidades e predisposições do corpo terreno, que nos seres humanos é sempre diferente na sua singularidade, o mesmo se dá também com as demais condições em que o ser humano se encontra em determinadas partes da sua vida

Ninguém deveria, por isso, desejar apropriar-se das condições de vida destinadas a outro ser humano, porque não sabe o que precedeu essas condições, nem o que também se seguirá mais tarde no desenvolvimento ulterior do seu caminho

Suficiência para um é a possibilidade de ter onde reclinar a cabeça durante a noite em condições ao menos em parte suportáveis, ao passo que para outro é então necessidade ter em tudo um grau mais elevado de beleza e de conforto, pois essas são as condições que ele, em seu íntimo, liga ao conceito de suficiência

Cada um deve também esforçar-se honestamente por obter as condições desejadas, para que as mereça pelo seu movimento e esforço, pois na obra da Criação nada vem por si mesmo

Por maiores que possam ser as diferenças entre as pessoas, sobretudo se compararmos aquelas que vivem muito modestamente com aquelas que possuem enormes fortunas, deve valer sempre que as condições de vida na Terra deveriam ser tais que ninguém tenha de sofrer completa carência nas coisas necessariamente precisas para a livre e digna manifestação do íntimo

Ter um fundamento para a vida, hoje realmente cada um o pode ter

Também é algo inteiramente diferente daquilo que as pessoas imaginam sob o conceito de suficiência na vida terrena

Isso não devia ser motivo para o alimentar interminável de uma inveja corrosiva, quando o ser humano observa nos outros que em determinado tempo lhes cabe um melhor amparo material e que, por isso, têm exteriormente um aparente conforto nas coisas relativas à sua vida terrena

Deveria reinar sempre em cada ser humano a calma e a confiança nas Leis de Deus, que contêm a promessa de que, se o ser humano ascender espiritualmente, os seus caminhos certamente se ajustarão de tal modo que, mais cedo ou mais tarde, também ele se sentirá na suficiência de tudo aquilo de que precisa para uma vida livre

Num determinado grau de maturidade espiritual, o provimento material deve tornar-se gradualmente apenas uma parte acompanhante no sublime valor da existência humana aqui na Terra, e não a meta de uma constante caça à obtenção de uma vida ainda mais faustosa

Apesar disso, muitas pessoas dedicam a algo assim como o amparo terreno a maior parte das suas forças

Querem melhorar incessantemente as suas condições, e isso até o grau do luxo e da abastança, e depois de o alcançarem consideram-se excepcionalmente bem-sucedidas em comparação com os outros, que nada disso têm

Além do desenvolvimento das suas habilidades para uma sobrevivência bem-sucedida na matéria grosseira, porém, o mais importante no ser humano continua a jazer em pousio

O valor espiritual do ser humano reside na sabedoria e na maturidade do seu íntimo

É quase insuportável tomar consciência do grau baixo em que se move a humanidade em todos os conhecimentos que se ligam necessariamente à sua origem espiritual

Tudo está muito atrasado em relação ao ponto em que já hoje devia estar

Os homens podiam e também deviam já ter o conhecimento completo das capacidades que pertencem à sua espécie espiritual e que também é necessário que cada ser humano desenvolva permanentemente, para que não voltem a atrofiar-se, uma vez que ele já as tenha despertado em si ao menos em pequena parte

Se hoje se diz que na maioria das pessoas nove décimos das capacidades espirituais estão profundamente adormecidos, o que é ainda uma apreciação muito benévola da realidade, logo se levantam contra isso muitas vozes que afirmam o contrário, pois a maioria atribui erroneamente às capacidades espirituais aquelas coisas inteiramente elementares, como a decência ou a responsabilidade na convivência com as outras pessoas

As capacidades espirituais depositadas no ser humano são, porém, algo inteiramente diferente

Porque apenas dormitam, não têm hoje, na maior parte das pessoas, nem sequer a possibilidade de alguma manifestação exterior tão visível que se tornassem apoio para que os pensamentos se ocupassem de algo assim

Por isso há hoje aqui tanta incompreensão quando se fala de uma parte das capacidades espirituais que foram impressas pelo Espírito de Deus na essência espiritual do ser humano

Isso leva até a uma resistência zelosamente obstinada ou, pelo contrário, ao escárnio, o que, porém, apenas confirma a própria imaturidade daqueles que assim manifestam a sua incompreensão de tudo o que para eles é novo

Tais manifestações existem entre os homens na Terra desde sempre

Tudo o que aqui é novo provoca em regra primeiro, na maioria das pessoas, em sua falta de compreensão, agressividade nas mais diversas formas

É o medo do novo e do desconhecido

Poder-se-ia também chamá-lo atraso, e isso seria justificado, pois tais pessoas apenas provam quão atrasadas estão no desenvolvimento do seu espírito

Apenas porque têm em si inteiramente reprimida a receptividade para intuir um sentido mais elevado da harmonia, podem essas pessoas hoje colocar-se com escárnio perante algo tão natural como justamente a onipresença do tecer dos servidores enteais

E, no entanto, é justamente a capacidade espiritual interior que possibilita a cada um dos homens chegar interiormente ao reconhecimento de que são única e exclusivamente os servidores enteais, como executores da Vontade de Deus, que trabalham para lá da fina fronteira do mundo visível e palpável, quando ele olha à sua volta e percebe de modo puro e límpido o universo e a natureza

Perceber e compreender o enteal na obra da Criação é uma das capacidades do espírito humano

Essa capacidade está depositada desde o princípio na centelha espiritual do ser humano

Isso porque o espírito precisa ter em si o pressentimento correto de tudo aquilo que se desenrola à sua volta logo no princípio do seu tornar-se consciente nos planos enteais e nos jardins de matéria fina situados mais no alto

No fundo do seu íntimo o espírito humano traz o conhecimento de que é justamente o enteal que forma e administra o espaço de toda a obra da Criação, no qual ele pode permanecer no benefício da consciência de si

Sem o criar dos enteais não haveria em parte alguma da Criação nem espaço nem tempo

Restariam apenas os pensamentos do Espírito de Deus, que para o seu ser consciente não precisa de nada palpável e visível

Isso, porém, seria justamente contrário à essência do surgimento da própria obra da Criação, que recebeu em todos os planos formas da mais magnífica beleza, e isso incluindo as formas que constituem os habitantes espirituais da obra da Criação

Com essa consciência está ligado no ser humano o pressentimento do mundo de conto de fadas que o rodeava nos jardins do criar enteal, quando, logo no princípio do seu caminho de despertar para o ser, era formado o primeiro invólucro, que lhe dava apoio para o desenvolvimento

Tudo isso está depositado no íntimo do ser humano e traz com isso naturalmente o fundamento para a percepção onipresente dos servidores enteais, para um desdobramento cada vez mais forte dessa capacidade

Quem não se esforça por desenvolver a compreensão do tecer enteal de todas as formas torna-se um estranho e, por fim, um deserdado, pois nega a própria essência do espaço em que se encontra

É preciso realmente já uma grande dose de embotamento para viver no mundo material e nunca ter em si perguntas sobre como tudo surgiu e quem deu às formas exteriores aquela figura na qual, também aqui na Terra, o ser humano receptivo pode sempre observar o enlace da beleza e da sabedoria na grande totalidade da Harmonia

As pessoas chamam-lhe sabedoria da natureza e ficam sempre maravilhadas diante dela, cada vez que conhecem algo novo da perfeita interligação que nisso reina, trabalhando de tal modo que tudo, tendo em conta o menor pormenor, se ligue e se forme num grande todo harmonioso

Só poucos dentre elas, porém, vão mais além, para admitir que algo tão engenhoso e, ao mesmo tempo, tão belo em suas formas e cores se pudesse ter formado por si mesmo apenas com base na poeirenta matéria do universo

É apenas muito pequeno o número de pessoas que refletem sobre a essência, o surgimento e a duração do mundo material exterior

E só indivíduos isolados avançam nisso ainda mais em profundidade, para encontrar respostas a perguntas que a cada passo adiante apenas se multiplicam, ramificando-se em gradações cada vez mais finas

A maior parte das pessoas responderá a isso que não tem tempo para se ocupar com tais reflexões, porque tem de cuidar de coisas mais importantes

Como coisas importantes consideram então a caça ao cumprimento diário dos seus desejos materiais e aos deveres daí decorrentes

Com isso, porém, a sua capacidade de perceber os servidores enteais apenas se atrofia permanentemente, e elas se tornam insuficientemente sensíveis para a cooperação com eles

Na maior parte das suas decisões estão assim contra o trabalho do criar enteal e, com isso, tornam-se necessariamente aqueles que têm de ser rejeitados como causadores da perturbação da grande Harmonia no todo da obra da Criação

A humanidade chegou nisso ao próprio ponto de viragem, em que vale ou uma coisa ou outra

O ser humano terreno já não pode avançar mais na sua atuação na Terra sem começar agora, com seriedade, a ocupar-se da importante capacidade que dormita em seu íntimo, e justamente da capacidade que o predestina à cooperação receptiva com os servidores enteais

Por isso há agora a exigência, para todo aquele que anseia por se esforçar em direção a Deus, de que se ocupe também de tudo aquilo que necessariamente pertence a Deus e à Sua Vontade

Entre outras coisas, são os fiéis servidores que formam todas as formas no espaço e no tempo da obra da Criação

Em todos os planos mais elevados, seja nos planos mais luminosos dos mundos de matéria fina, seja mesmo na Criação Primordial, os espíritos humanos podem contemplar os enteais, se assim o quiserem no momento dado

Naturalmente, no mundo de matéria fina os servidores enteais são de uma espécie ainda diferente e mais fina do que aqui no universo de matéria grosseira

São sempre mais translúcidos e também mais irradiados de uma beleza que faz deles, em todos os sentidos, seres de conto de fadas

Na Criação Primordial já não se trata de servidores enteais tal como são conhecidos na Criação Posterior, mas todos os entes que trazem as forças revigorantes para a manutenção permanente da admirável beleza das esferas de lá são sempre de aspecto angélico

Esses servidores criam e mantêm tudo aquilo de que estão encarregados de modo inteiramente diverso dos enteais nos mundos de matéria grosseira

Atuam por meio de irradiações que trazem a força vivificadora a todas as formas e figuras de modo mais abrangente do que sucede com os servidores enteais, que têm a sua origem nos jardins de Asgard abaixo de Valhalla

Mas tudo isso daria de novo matéria para várias dissertações independentes

Hoje é oportuno ocuparmo-nos do fato de que em cada espírito humano se encontram capacidades para reconhecer de modo inteiramente claro e também permanente o trabalho dos servidores enteais e para vibrar em conjunto com ele

Isso exige uma parte de certo esforço na percepção de uma harmonia de espécie mais elevada do que aquela que os homens na Terra hoje conhecem

É uma harmonia que flui da abrangência total da obra da Criação

Por isso nela vibra uma sabedoria que trabalha antecipadamente com perspectivas que trazem consequências visíveis numa extensão de tempo muito mais longa do que o intelecto terreno consegue perceber

Com essas perspectivas os servidores enteais trabalharam justamente no desenvolvimento da vida na Terra

Desde o princípio estavam aqui claramente dados os modelos para os quais depois todo o desenvolvimento da vida na natureza se dirigiu, e isso lentamente, no tempo de milhões de anos

Sempre tinham de amadurecer determinadas irradiações para que pudesse dar-se um novo avanço no desenvolvimento

Em tudo isso é possível encontrar uma sabedoria que ultrapassa os limites do raciocínio do intelecto humano

Esse reconhecimento da sabedoria é, porém, alcançado justamente pelo íntimo espiritual do ser humano, através das suas capacidades

Não há para isso, contudo, nenhuma condição de ver os servidores enteais nesta ou naquela vida terrena

O espírito humano precisa para o seu desenvolvimento na Terra sempre de determinadas condições de partida

Por isso não é necessário para todos ter numa dada vida a predisposição para contemplar os enteais

Nunca devia ser uma necessidade para todo ser humano terreno, embora sempre até um terço das pessoas na Terra traga em si a aptidão de poder ver, também aqui na Terra, algo dos planos supraterrenos mais finos

E justamente a eles pertence também aquele plano de onde os servidores enteais atuam na matéria grosseira

Um terço da humanidade traz, portanto, também hoje as predisposições para os ver, se essas pessoas se esforçassem por isso de modo puro e fervoroso

Mas intuir, e portanto, em certo sentido, perceber de modo cada vez mais consciente e compreensivo tudo o que se passa para lá da fronteira da matéria no mundo dos servidores enteais, essa aptidão traz em si todo ser humano

A intuição permanente do seu trabalho vale, com isso, muito mais do que o vislumbre ocasional de algo que passa fugazmente junto do ser humano

Também nos mundos mais finos as almas e os espíritos não precisam contemplar continuamente os servidores enteais, embora isso lhes fosse possível

Após algum tempo, a alma que aprendeu a ver os enteais nos planos das esferas de matéria fina verifica que para o seu progresso já não precisa observar tudo continuamente e deleitar-se com isso, mas chega, no seu sentir permanente, à conclusão de que isso é algo evidente, que pertence à obra da Criação como a mais natural manifestação da Onissabedoria de Deus

Depois disso, a alma só aqui e ali aguça o olhar, para se deleitar com a beleza que está ligada aos servidores enteais como uma aura especial, que sempre permeia a sua irradiação

E muito mais profundo e fervoroso ainda é isso então nos planos do lar espiritual – no Paraíso, onde perceber e contemplar os seres angélicos é para os habitantes espirituais de lá sempre algo que aqui na Terra se pode comparar remotamente com a apresentação de uma arte de espécie suprema

Nos jardins de bem-aventurança de lá, o espírito humano que amadureceu até o grau de lhe ser permitido entrar nesses lugares pode vivenciar inteiramente tudo aquilo que o seu íntimo anseie por conhecer, para que este possa ser presenteado com novos tesouros da Onissabedoria de Deus

De início isso parece aos recém-chegados uma corrente infinita de um grau de sabedoria que tudo abrange, a qual não raro ameaça subjugar o espírito tão fortemente que este fica à beira da perda da consciência

Gradualmente, porém, o espírito se habitua e começa cada vez mais, em alegre gratidão, a absorver no seu íntimo tudo o que é novo

Aqui pertence para muitos justamente também a consciência de que o Espírito de Deus, para poder criar e formar as partes visíveis da obra da Criação, formou para isso um caminho através das forças enteais, que também em grande parte têm figura e forma exteriores

São sempre de espécie magnífica, como tudo o que vibra na Vontade de Deus

Não reivindicam com isso ser sempre e em toda parte contempladas, pois cumprem em primeiro lugar para Deus

É, portanto, para elas inteiramente secundário se o seu trabalho é apreciado pelos habitantes espirituais da obra da Criação

Alegram-se por lhes ser permitido vivenciar permanentemente no seu trabalho quão fielmente cumprem aquilo que lhes é determinado pela Vontade de Deus, pois sabem que única e exclusivamente disso pode sempre formar-se, no resultado, a perfeita consonância da grande Harmonia

Os espíritos humanos, e portanto também os homens aqui na Terra, têm em si a aptidão de perceber também essa consonância, se apenas quiserem escutar a espécie do seu som

Isso então os conduziria naturalmente à participação na cooperação com todos os servidores enteais

Com isso poderia também imergir em todo o agir conjunto dos homens e dos enteais uma bênção de força até agora inaudita, da qual nasceriam em seguida apenas alegria e felicidade

E isso também no mundo terreno

Nenhum ser humano teria de se considerar empobrecido, vivendo em carência ou mesmo em condições miseráveis

O enteal conceder-lhe-ia sempre auxílios suficientes para que pudesse viver dignamente e, com isso, ao menos em parte também alegremente

O restante, de que o espírito humano precisaria para a felicidade completa, dependeria das outras pessoas

Nisso, porém, reside a grande transformação, para que tudo isso hoje avance

Apesar de todo o extravio atual das pessoas, isso é possível, pois as predisposições estão permanentemente depositadas no íntimo

Podem ser despertadas da sonolência e, com o auxílio de muitas vivências, rapidamente desdobradas

Tudo isso os homens têm em si, por mais que na atual disposição do seu pensar não tenham disso o menor pressentimento

É, portanto, oportuno que, por meio de violentos abalos, o íntimo desperte e lance de si o fardo indigno dos pensamentos materiais, que nunca podem proporcionar ao ser humano a saciedade de uma alegria completa e de uma felicidade pura

O tempo que moverá muitos seres humanos adormecidos já está felizmente chegando

Cada ser humano deveria, por isso, acolhê-lo, pois ele, apesar do seu amargor inicial, traz a cura das dores da humanidade até agora

Só então virá o impulso e a edificação de uma sociedade humana como aqui ainda nunca houve

O saber que para isso chega aos homens será um dia apreciado como as maiores dádivas que à humanidade podiam ser concedidas

Hoje ainda não é assim, mas em breve isso mudará

Que avancem, por isso, com paciência e passo firme, todos aqueles que têm coragem suficiente para já de antemão se juntarem ao pequeno número de espíritos humanos despertos e receptivos no íntimo

O tempo próximo lhes dará razão em tudo aquilo em que ainda hoje todas as pessoas espiritualmente adormecidas escarnecem deles