Ecos do Lar Espiritual – Parte Iii

O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 26 de maio de 2025

Original tcheco: Ozvěny Z Duchovního Domova – Část Iii. · cesta-gralu.cz

Como já foi mencionado anteriormente, o mais importante para possibilitar a existência duradoura do espírito humano no estado de bem-aventurança é a sua plena consciência de si mesmo, na íntegra e harmoniosa interligação com a restante vida que habita na obra da Criação

Em outras palavras, é a capacidade do espírito plenamente amadurecido em sua co-vibração com a Vontade do Criador, a qual está permanentemente presente no acontecer em todas as partes da obra da Criação

Essa co-vibração possibilita ao espírito participar da concordância integral de toda a vida

Isso conduz a um grau de nobre alegria que os homens na Terra nem minimamente conhecem

É o mais alto estado de felicidade para o espírito, quando a sua madura consciência de si mesmo pode vibrar, na mais alta sublimidade, em conjunto com a grande Harmonia da obra da Criação

A consciência de si mesmo é a essência do ser do espírito humano, pois pertence à sua tarefa na Criação

Na medida da maturidade alcançada por essa consciência reside a chave para a eternidade da permanência do humano-espiritual na obra da Criação

Pode-se também dizer que na plenitude da consciência, isto é, na mais alta consciência clarificada, adquirida em muitos vivenciares repetidos das mais diversas experiências, se encontra aquele alcançar da perfeição espiritual tão procurado por muitas pessoas

Essa consciência precede tudo o mais que pertence à vida no Paraíso

Ela forma a figura exterior do espírito nos mundos espirituais

A aparência e a forma do corpo espiritual configuram-se justamente por meio da consciência madura do espírito humano

Tudo o que foi adquirido nos vivenciares reflete-se, da forma mais enobrecida, na figura espiritual exterior de cada habitante dos planos bem-aventurados

Mas, de novo, como em tudo o que acontece nos mundos espirituais, não é nada que seja uniforme e rígido, como é o caso do corpo terreno, mas a aparência reflete a imediatez do momento presente

Tudo é vivo e mutável

Há muitos espíritos que se transformam exteriormente em sua aparência, juntamente com aquilo que querem exprimir por meio de seu vivenciar

Ao mesmo tempo, porém, há espíritos que permanecem sempre os mesmos, pois para eles a mais alta realização de sua consciência pessoal é o anseio de ser, na aparência, tais como se tornaram ao alcançarem a entrada no lar espiritual

Alegram-se por serem aqueles que sempre quiseram ser, no alcançar da mais perfeita simetria e harmonia, a qual, pela irradiação de sua autoconsciência, forma a aparência espiritual exterior

Nos planos espirituais não há nada que seja limitado e acorrentado por padronização e rigidez, desde que mantenha a concordância com as Leis da Criação

E porque os planos da espécie espiritual são de essência inteiramente diferente das materialidades da Criação Posterior, é preciso imaginar a vivacidade e a mobilidade que valem para tudo o que ali se manifesta de modo inteiramente diverso do que aqui na Terra

Aquela mais alta e translúcida vivacidade e mobilidade é justamente o que distingue por completo os planos espirituais de todas as partes materiais da Criação, pois tudo é manifestação do momento presente

Ao mesmo tempo é sempre necessário partir do fato de que tudo está permanentemente impregnado do mais alto grau de esplendor, que reflete em si a grande Harmonia do todo

No Paraíso não é costume, como no mundo terreno entre os homens, que alguém submeta a aparência do próximo a um exame crítico

Embora na perfeição da beleza de lá todos resistissem a esse exame, não entra minimamente em consideração que algum dos espíritos se ocupe do motivo da aparência de qualquer um de seus companheiros

A Força da Luz que se encontra no Paraíso espiritual não permite que surja nada que perturbe a Harmonia, e a isso pertence justamente o julgar da aparência das outras pessoas, tão habitual na Terra

Qualquer coisa desse tipo teria de ser imediatamente expulsa para fora das fronteiras do espiritual

Visto que, no caso dos espíritos criados, tudo se desenvolve dentro dessas fronteiras, e que os espíritos humanos desenvolvidos, que amadurecem nos mundos da Criação Posterior, precisam primeiro alcançar por seu desenvolvimento a radiância que os deixa entrar no lar espiritual, não entra em consideração que possa ocorrer tal violação da Harmonia que forma as condições daqueles lugares de bem-aventurança

Só na Terra é que justamente a harmonia é muitas vezes facilmente perturbável, pois na sintonia geral de todas as pessoas intervém muita imaturidade daquelas almas que ainda não reconheceram quão benéfico para o todo é o seu próprio autoenobrecimento

As pessoas dedicam-se a julgar e a condenar os outros e perdem com isso o precioso tempo que lhes foi presenteado para o seu próprio desenvolvimento

Hoje podemos dizer que, em geral, a humanidade dedica mais da metade de seu precioso tempo na Terra a julgar tudo aquilo que, na sua opinião, é ruim e quem tem culpa disso

É o lamentável resultado da imaturidade de pessoas que não querem assumir a responsabilidade pessoal por sua existência

Por fim chegam tão longe que, pelo seu próprio estado, quase sempre são culpados os outros, aos quais depois acusam tanto mais por elas mesmas não se saírem melhor

Nisso se baseia hoje a política, assim como o mundo social de hoje

A diversidade de espécie das outras pessoas é tomada como motivo para condená-las, o que não raramente, na união de várias pessoas da mesma espécie, conduz até ao fenômeno de massa da perseguição de vítimas

Não se dão conta de que com isso, em sua atitude, vão contra as bem-aventuranças enumeradas por Jesus, que, bem compreendidas, lhes seriam muito benéficas para a ascensão rumo à Luz

Por isso também, por fim, se tornará impossível para muitas pessoas alcançar mundos mais luminosos, pois elas se ocupam demasiado dos outros, em vez de colocarem toda a sua força no próprio enobrecimento, no desenvolvimento de seus dons e capacidades espirituais

Muitas pessoas correm o risco de, por seu contínuo julgar dos outros, esquecerem a madura clarificação de si mesmas e de, com isso, tornarem impossível para si a entrada nos lugares onde é condição um alto grau de maturidade espiritual, que se manifesta, entre outras coisas, no desprendimento do julgar as outras pessoas segundo a sua aparência

Permanecerão distantes dos portais do Paraíso e, por fim, no repetido ciclo de suas encarnações, terão talvez até de ficar presas para sempre nos mundos materiais, pois não conseguirão elevar-se mais alto rumo à Luz

Por não terem lapidado as suas próprias capacidades da intuição, formarão por fim elas mesmas o obstáculo para alcançar a plena consciência

Com isso, entre outras coisas, ficará para sempre distante delas a compreensão de que a beleza visível do espírito humano se forma justamente apenas por meio da maturidade da consciência, que sempre penetra do núcleo para o exterior

Assim se excluem a si mesmas da possibilidade de vivenciar a bem-aventurança e a felicidade na pátria espiritual

Tudo o que é vivenciado nos planos espirituais acontece sempre em circunstâncias em que contém em si e sobre si apenas beleza em sua forma perfeita

Quaisquer transformações da aparição espiritual são sempre apenas formas sumamente belas

Apesar da inesgotabilidade das transformações, maiores e menores, da aparência espiritual exterior, que reflete em si o estado interior da consciência, o espírito permanece sumamente belo e simétrico em sua aparência, tal como justamente o determinam a Luz e a Harmonia que se manifestam por toda parte

É, de novo, algo dificilmente imaginável para a imaginação de espécie terrena, quando até o mais alto esforço de imaginar a beleza espiritual em suas transformações esbarra em limites que são formados pelo trabalho de pensamento do cérebro

Dentro desses limites dificilmente se pode alcançar a compreensão de algo tão translucidamente vivo como é justamente a própria essência dos mundos espirituais

Assim o ser humano terreno permanece apenas nos estreitos limites da compreensão de conceitos como justamente beleza, bem-aventurança, harmonia

Aqui na Terra nunca poderá aproximar-se deles num grau tal como é naturalmente possível nos planos de origem espiritual

Somente em lampejos distantes lhe é permitido intuir um pouco disso e, em parte, talvez também captá-lo como impressões de imagens luminosas

Na reelaboração dessas imagens para uma posterior narração, porém, o cérebro será sempre obrigado, por fim, a rebaixar tudo em muitos graus, antes de finalmente poder revestir o vivenciado de palavras ou de uma expressão de alguma forma de espécie artística

Por fim, apesar de uma certa beatitude nisso contida, isso permanecerá de novo, em grande parte, apenas uma captação rígida de um único instante, ao passo que justamente a duração da vivacidade é que daria à imagem uma aproximação do verdadeiro esplendor dos mundos espirituais

As formas terrenas, apesar de todo o esforço de futuros artistas, que ainda descobrirão modos de exprimir a beleza e a harmonia em diversas formas de arte das quais hoje não há na Terra nenhum conhecimento, conterão sempre uma necessária rigidez, que conduzirá apenas a um pressentimento do verdadeiro estado que se encontra nos planos translúcidos do lar espiritual

Isso, porém, já por si só será um poderoso fortalecimento para todo o esforço das pessoas de empenhar tudo de si para a realização do anseio de um dia realmente alcançar os referidos planos da Luz

Com isso o sentir interior no ser humano será continuamente fortalecido até um grau de vivacidade da consciência que hoje ainda fica muito atrás daquele em que na realidade já deveria estar

A intuição ardente no íntimo do ser humano é justamente aquela consciência do espírito que precisa ser continuamente fortalecida e desenvolvida rumo ao mais alto grau de nobreza de caráter

Pelo esforço de autoenobrecimento fortalece-se a consciência espiritual interior no ser humano, que em sua essência é aquela força radiante que forma o espírito humano

É possível, portanto, dizer que o espírito é “existente por meio de sua autoconsciência” em ligação com tudo o mais que se encontra na obra da Criação

Somente essa “consciência de si mesmo”, fortalecida pela multiplicidade dos vivenciares dos mais diversos momentos no caminho do amadurecimento, une a própria consciência do espírito, que é um “nome” inscrito no livro da Vida, em interligação com tudo o mais, no mais alto grau de harmonia

E da medida do enobrecimento do tomar consciência de si mesmo forma-se aquela irradiação que constitui para o espírito o seu corpo espiritual, a sua veste e toda a sua aparência

Em parte é um acontecer automático, sobretudo no início do desenvolvimento da centelha humano-espiritual, que é o próprio germe da consciência, mas gradualmente, no desenvolvimento ulterior no caminho do amadurecimento, manifesta-se na formação da aparência do espírito humano a força de seu anseio pela proximidade da Luz, o que se pode chamar de autoenobrecimento maduro

A consciência espiritual, em si mesma, não precisaria de nenhum envoltório, pois sentir-se-ia plena por lhe ser permitido alegrar-se continuamente com a integridade do Universo de Deus, mas no próprio espírito humano habita a condição nele colocada desde o princípio de manifestar-se exteriormente com o seu ser, e isso conduz naturalmente à formação de uma aparência como meio para o cumprimento da referida condição

O espírito humano desenvolve-se a partir de um germe, ou, dito de outro modo, de uma centelha espiritual

O seu início tem, portanto, o mesmo fundamento que o de todos os outros habitantes da obra da Criação que são autoconscientes em ligação com o manifestar-se em formas exteriores

Ao lado dos espíritos humanos, porém, há também em toda a Criação Primordial correntes espirituais que se compõem de uma magnífica e elevada consciência espiritual, a qual, porém, nunca precisou tornar-se visível para poder alegrar-se e deleitar-se com a possibilidade de “poder glorificar o Criador”

Essa elevada consciência espiritual permeia todos os planos e, semelhante a um som silencioso, preenche onipresentemente com o seu saber todos os lugares, sendo para toda a vida uma fonte inesgotável de sabedoria primordial

As correntes espirituais da mencionada espécie não precisam de envoltórios exteriores, sendo ao mesmo tempo, em significativa medida, formadoras da referida Harmonia em toda a obra da Criação, pois nelas habita a ligação com a onipresente Onissabedoria de Deus

É uma nova parte de conhecimento, que em mais um pequeno degrau abre de novo a amplidão da vista sobre a grandeza e a multiformidade de toda a vida na obra da Criação

Com a menção da existência de uma consciência espiritual que não precisa, para si, de ser revestida de um envoltório para obter uma aparência visível, chegamos de novo um bom trecho adiante, a um grau de conhecimento em que os saberes terrenos da espécie humana esbarrarão em algo que de início será difícil aceitar, pois para isso ainda faltam conceitos suficientes

Por isso é necessário, de início, falar do entrelaçamento das correntes espirituais através da obra da Criação, as quais, por mais que contenham em si sabedoria da mais alta espécie, não têm envoltórios exteriores e permanecem para sempre apenas uma parte invisível e co-criadora da Criação e, por sua atuação, são um reflexo do Espírito de Deus

Também trazem em si uma parte do Espírito de Deus

O Espírito de Deus encontra-se assim presente na obra da Criação sob a forma de um sopro, como parte de uma espécie autônoma de consciência espiritual, que tem a sua realização no grau de uma silenciosa onissabedoria

Com isso essa consciência auxilia todo o acontecer, sem para isso precisar de um envoltório para se tornar visível

O melhor é chamá-la uma sabedoria que se encontra num brilho dourado, o qual permeia todas as partes da Criação Primordial

Para a sua consciência essas correntes espirituais não precisam de envoltório, isto é, de tornar-se visíveis

Nelas habita ainda uma outra espécie do espiritual

Isso permite a essas correntes atuar sem formas exteriores, sem que isso as limite em seu estado de contínua e bem-aventurada glorificação do Criador

São correntes espirituais primordialmente eternas, das quais tudo o que foi impelido a tornar-se visível se separou gradualmente, a fim de surgir para a sua atuação na íntegra Harmonia da obra da Criação em todos os seus graus de resfriamento

Agora temos aqui, portanto, mais uma perspectiva sobre o conceito global do espiritual

Ao lado de tudo o que é espiritualmente visível na obra da Criação existe também, portanto, uma espécie de consciência espiritual que nunca precisou de quaisquer manifestações para tornar-se visível a fim de cumprir a sua preciosa tarefa, que consiste na silenciosa penetração de todos os planos com o propósito de co-formar a íntegra Harmonia na Criação

Todos os espíritos conscientes de si mesmos que têm a sua forma espiritual exterior podem estar ligados a essas correntes conscientes e podem delas obter continuamente novos conhecimentos, pois são justamente essas correntes as portadoras nunca esgotáveis de inspirações que testemunham a grandeza do Criador

A diferença entre as duas mencionadas espécies de consciência espiritual reside em que a primeira é independente das formas para se encontrar plena de bem-aventurança em sua vibração que tudo abrange, e a segunda precisa da expressão exterior das formas, tanto para si como também para a percepção e a compreensão de tudo o mais que surgiu como parte visível da obra da Criação

A primeira, para a sua glorificação do Criador, não precisa de formas visíveis, porque vivencia continuamente em si a Santidade de Deus Pai

A segunda, em seu fundamento espírito-enteal, precisa de ter formas exteriores, e isso para a percepção da perfeição que se encontra na irradiação exterior da Força criadora de Deus em todos os planos da obra da Criação

O espírito humano pertence por sua origem à segunda consciência, que, como espírito-enteal, precisa de formas exteriores e, para a consciência de si mesmo, precisa também de ter o seu nome, que é parte de sua consciência

Isso o torna para sempre atuante naquele plano que é visível, que tem, portanto, formas exteriores de irradiação viva

De certo modo é permitido ao espírito humano maduro estar ligado àquela consciência que não precisa de formas exteriores, a fim de vibrar em conjunto com ela e também de haurir dela, para o seu conhecimento, o saber sobre o Criador, que é ilimitado e pode ampliar-se continuamente

Somente no alto, nos planos espirituais, é permitido às pessoas que, em seu amadurecimento da plena autoconsciência, entrarem nos jardins do Paraíso perceber inteiramente algo daquilo que aqui é descrito

Somente no vivenciar bem-aventurado nos planos luminosos o espírito humano vivenciará um dia plenamente aquela ligação que ali lhe será concedida com a consciência que tudo abrange e que vibra permanentemente através daqueles lugares

Isso será para ele um novo fortalecimento na compreensão de quão grande e abrangente é a Obra de Deus, que a um aceno do Amor de Deus pôde tornar-se um lugar de vida ativa, a qual surgiu para a sua consciência somente nas lonjuras muito além dos portais do Burgo do Graal, que se encontra no reino do Divino-enteal

É um grande prejuízo para o mundo terreno que as pessoas não se ocupem já hoje, ao menos em parte, com essas perspectivas, pois no esforço de se sintonizarem com as alturas da Criação poderiam vir inspirações fortalecedoras, que, bem apreendidas, conduziriam única e exclusivamente ao enobrecimento da vida humana aqui na Terra

Também na época do afluxo da força, naquele tempo em que no lugar mais sagrado do Burgo do Graal se dá o cumprimento no acontecer do aparecimento da Santa Pomba sobre o Cálice do Graal, são justamente as correntes espiritualmente conscientes que levam através de toda a obra da Criação a notícia em imagens desse acontecer

Se as pessoas na Terra se esforçassem por ligar-se a essas correntes conscientes de espécie espiritual, então lhes seria permitido intuir muito mais fortemente tudo aquilo que está ligado a esses elevados acontecimentos

À Terra chegariam muitas inspirações magníficas, das quais hoje não há nem o menor pressentimento

Grandes imagens, plenas da mais alta vida, que transmitem momentos do mais sublime vivenciar no alto dos planos da Criação Primordial, poderiam ser captadas por artistas terrenos e transmitidas às demais pessoas terrenas

O Espírito de Deus sopra nesses momentos através das mencionadas correntes, que, num conhecimento até agora não reconhecido na Terra, se estendem através da Criação, a fim de transmitir tudo o que é importante para a vida dos habitantes da espécie espírito-enteal, à qual pertence por sua origem o espírito humano

O ligar-se a essas correntes abençoadas é uma grande tarefa das pessoas, se querem um dia tornar-se conscientes em pleno valor

Através dessas correntes aproxima-se o Espírito de Deus sob a forma do saber onissapiente da Verdade

Traz em si a mensagem sobre o princípio, sobre o presente e também o pressentimento do desenvolvimento ulterior, querido por Deus, de todo o acontecer na obra da Criação

Nessas correntes espirituais reside o passado desde o próprio início do surgimento das formas de vida primordialmente surgidas na Criação

E justamente na época da renovação do afluxo da Força plena de graça de Deus no Burgo do Graal descem, juntamente com essa força, também as correntes do Espírito de Deus

Hoje as pessoas ainda não reconhecem corretamente esse conceito, pois em seu conteúdo lhes está demasiado distante

Mas na realidade é o mais simples que o ser humano pode reconhecer

Nas correntes espirituais conscientes que penetram a Criação está contido o Espírito de Deus como inspiração criadora, da qual haure o enteal e da qual, se o quisesse, também o humano-espiritual poderia haurir

A condição para isso é a abertura, que reside na pura simplicidade infantil de uma disposição confiante para com Deus

Todo o resto acontece então por si mesmo

Naturalmente na proporção da referida pureza e simplicidade infantil, que nisso precisa ser a base para qualquer ligação

Os discípulos de Jesus, que se reuniram na época da efusão da Força do Espírito Santo, tinham em si, em seus pensamentos sobre a promessa de seu Mestre na última ceia, quando lhes disse que lhes enviaria o Consolador, o melhor solo para a recepção das correntes que traziam em si uma parte do Espírito de Deus, as quais, semelhantes a uma corrente de luz intensificada, puderam descer até eles e em parte ligar-se a eles, a fim de lhes conceder as capacidades necessárias para a sua atuação ulterior na Terra

As correntes conscientes que trazem em si o Espírito de Deus podem ligar-se a qualquer um que se abra para elas na humildade de seu íntimo