Conhecimento Para a Nova Era – a Vida no Hermetis – Parte I
O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 31 de outubro de 2022
Original tcheco: Vědění Pro Novou Dobu – Život V Hermétisu – Část I. · cesta-gralu.cz
O universo de matéria grosseira, no qual nos é dado viver por um certo tempo, é chamado HERMETIS nos planos enteais dos Altos servidores de Valhalla
Hermetis – universo – cosmos
O universo, inabarcável para o nosso olho humano terreno, é na realidade para Valhalla apenas um dentre vários degraus de seu formar de múltiplas camadas
O universo daqui é também, no fundamento de sua espécie, idêntico àqueles universos que se encontram nas outras comunidades de mundos da Criação Posterior
Trata-se de uma irradiação viva e criadora, que desceu até os lugares do nada que antes perdurava, onde mergulhou e, semelhante a um precipitado formado pelo resfriamento, estabilizou-se em seguida como o degrau da materialidade grosseira que conhecemos
E justamente por causa de sua força criadora interior, nele contida, esse degrau, que é sobretudo o resultado da atuação direta dos servidores enteais Hathmes e Hermetes, é chamado Hermetis
Hermetis porque reflete em si todo o luminoso acontecer da efusão da atuação enteal na direção onde nada havia, onde não havia nem espaço nem tempo
Visto assim, podemos viver aqui na Terra numa parte da Criação Posterior somente porque ela foi primeiro formada por mãos enteais criadoras, como expressão de um sublime e fiel serviço ao Pai de todos
Justamente de suas mãos pôde chegar aos lugares do vazio anterior, sem luz, a vida que, em sua ancoragem, pôde então desenvolver-se e abrasar-se ainda mais em formas sempre mais elevadas
O som do termo Hermetis em Valhalla significa – “Formado a partir da Vontade de Deus”
Se, portanto, nos salões de Valhalla é pronunciada a palavra Hermetis, logo fica evidente para todos ali que se trata de algo relacionado com o mais denso de todos os precipitados das materialidades em alguma das sete partes do mundo
O Hermetis, como o degrau mais grosseiro da materialidade, encontra-se em todas as partes do mundo, onde possibilita a existência temporária a todos os espíritos humanos que ali se demoram no caminho de sua evolução para alcançar a perfeição em sua espécie espiritual
Nas partes que se aproximam mais do ponto de partida da Luz, também esse precipitado de matéria grosseira é sempre mais permeável à Luz e, com isso, ele próprio mais luminoso
Nas partes, porém, que estão mais distantes da Luz, aquela materialidade grosseira é também, por sua vez, mais densa e mais pesada, menos permeável a tudo o que é mais fino e mais leve, como o de matéria fina, o enteal, mas também o espiritual
Conforme a parte do mundo de que se trate, a espécie da materialidade grosseira é assim, em sua constituição, cada vez em parte diferente, o que exige, entre outras coisas, também um outro modo de trabalho do enteal, e por isso os servidores de Valhalla precisam ter sempre, junto ao próprio termo Hermetis, ainda o complemento de em que parte do mundo se encontra a materialidade grosseira
Temos assim, além do Hermetis daqui de Ephesus, ainda o Hermetis na parte do mundo Smyrna, o Hermetis em Thyatira, o Hermetis de Philadelphia, o Hermetis de Laodicea, o Hermetis de Pergamos e o Hermetis na parte do mundo Sardis
Cada uma dessas partes do mundo na obra da Criação Posterior passou pela mesma evolução e edificação e tem, portanto, um fundamento semelhante
Ainda assim essas comunidades de mundos diferem, e justamente pelo fato de terem sempre uma certa diversidade, que reside na substancialidade das materialidades que nelas servem de fundamento à vida
Isso é dado pelo lugar onde essas partes do mundo se encontram e também pela missão de cada uma delas, pois cada uma, por sua espécie, atrai para a evolução outras centelhas espirituais, que depois se inserem nas mais finas nebulosas no cume daquela parte que, por sua espécie, se mostrou ideal para a evolução das respectivas centelhas espirituais
A isso está ligado muito outro acontecer, sempre inteiramente singular, na formação e configuração das formas de vida dali e também de sua percepção do espaço e do tempo
Há partes do mundo que, embora proporcionem evolução a germes espirituais humanos no fundamento iguais, têm em si, ainda assim, tanta coisa diferente que os homens terrenos não conseguiriam compreender exatamente o modo e o conteúdo da vida dos habitantes dali
Isso diz respeito sobretudo às partes do mundo que circulam muito mais acima ou mais abaixo do que Ephesus, que serve de refúgio temporário a uma espécie, por sua vez, diferente de centelhas espirituais
Essas diferenças, porém, não é necessário descrevê-las aqui agora mais de perto, pois para a evolução dos espíritos humanos aqui nas materialidades de Ephesus isso não é imprescindível
Atenhamo-nos, portanto, ao conhecimento daquilo que pertence ao acontecer na parte do mundo Ephesus, que é para nós a mais compreensível como nosso lar temporário e que, apesar disso, ainda oculta tantos mistérios ao saber do espírito humano
Muitas dessas perspectivas até agora veladas poderiam já agora ser conhecidas da humanidade, se se tivesse procedido na direção certa e se a ligação com a atuação espiritual e enteal fosse mais viva e mais íntima do que é hoje
Até mesmo algo mais de conhecimento já habitou aqui por algum tempo, mas foi justamente pela limitação e superficialidade dos homens logo perdido de novo
Em parte foi também retirado por ordem de Valhalla, como sucedeu no caso das consequências do orgulho espiritual e da arrogância dos habitantes da Atlântida, quando, por ocasião de sua destruição e submersão, todas as imagens que traziam a ligação com um saber superior foram arrancadas e lançadas para baixo, para o estreito ambiente da Terra
Com isso perdeu-se, entre outras coisas, também o grande conhecimento sobre os Rizuns, os grandes gigantes, e sobre as suas capacidades no trabalho com partes materiais inteiras da Terra
O conhecimento, porém, pode ainda vir de novo gradualmente, para tornar-se parte natural da consciência humana na Terra
Algo assim, porém, está condicionado a um completo renascimento da humanidade em sua vivacidade interior e em seu despertar espiritual
Tomemos, portanto, como base ao menos isto, que para os Altos servidores enteais o termo Hermetis em Ephesus é compreensível exatamente do mesmo modo como quando aqui na Terra os homens pronunciam o termo universo ou cosmos
Quando os homens, em qualquer lugar da Terra, pronunciam o termo universo, a maioria logo sabe, ou ao menos pressente, que se trata daquele vasto espaço com muitas estrelas e planetas, luas, cometas, corpos errantes e ainda muitas outras coisas, que só em parte são captadas pelos homens com seus instrumentos de observação de matéria grosseira
E do mesmo modo, justamente ao soar o termo Hermetis em Ephesus, todos os Altos servidores enteais em Valhalla, mas também os outros que têm algo a ver com isso, sabem imediatamente onde se encontra esse lugar e o que deles se requer fazer por essa parte das materialidades, que se encontra sempre no centro da respectiva parte do mundo, semelhante a um núcleo denso no pericarpo mais translúcido dos mundos de matéria fina
De tempos em tempos os planos das materialidades são ainda chamados de jardins por alguns dos Altos servidores enteais
Nessa concepção atribui-se então ao Hermetis, esse degrau grosseiro da materialidade, a designação “jardim do meio”, ou às vezes também “o jardim que se encontra no centro de Ephesus”
É, portanto, aquele jardim que se encontra entre o jardim superior – mais luminoso – e o inferior – mais envolto em penumbra –, os quais, porém, são formados apenas de substância de matéria fina, e não da matéria grosseira
Tudo isso é um conhecimento novo, que deve tornar-se para a humanidade terrena ao menos a base de partida necessária para o seu novo vibrar em consonância com as forças enteais, que estão contidas em tudo à nossa volta
Se os homens querem procurar a ligação com os planos mais elevados da obra da Criação, precisam também aproximar-se justamente apropriando-se, ao menos em parte, da linguagem que se fala nesses planos
Se querem clamar para o alto por auxílio e cooperação com os servidores de Valhalla, precisam primeiro aprender a sua linguagem
Isso é, afinal, o mesmo que com os países e as línguas dos povos na Terra
Se alguém quer se fazer entender num país estrangeiro, precisa aprender ao menos o básico das palavras na língua daquele país e procurar usá-las para conhecer a vida e os costumes de lá
É estranho que no mundo, entre os homens, isso seja compreendido e aceito como coisa natural e ninguém espere algo diferente, mas, no caso de apropriar-se do modo de falar com os lugares que se encontram mais alto, acima deste mundo, ninguém pensa de outro modo senão que todos os habitantes de lá usarão, como algo natural, a língua dos pequenos homens terrenos
Isto é, justamente aquela língua que, por influência da queda intelectual, está tão gravemente deturpada na compreensão de todos os conceitos
Há nisso uma espécie oculta de arrogância deste mundo dos homens
Como homens terrenos, apenas provamos com isso a toda a restante vida na Criação que justamente nós nos consideramos o centro de toda a vida na obra da Criação divina e que, com isso, valemos algo mais entre as outras criaturas
Essa atitude reflete-se, afinal, também claramente na relação do ser humano com todo o mundo da natureza aqui na Terra
A humanidade não procura de sua parte uma boa vontade de cooperação, mas é impelida por seu orgulho do intelecto sempre mais e mais apenas a dominar toda a restante vida na natureza da Terra
Isso, porém, é um grande erro, do qual teremos ainda de sair gradualmente, como alguém que sonhou por longo tempo e de repente é despertado sem delicadeza para as condições reais do presente
Os homens continuam supondo que conhecem e sabem algo, embora os seus conhecimentos, na maioria das coisas importantes, se encontrem quase sempre apenas na superfície
Justamente a ciência terrena mostra-se nisso como a que mais se encontra fora do verdadeiro conhecimento
É o mesmo que se a ciência quisesse afirmar que um oceano, que em sua superfície está congelado, é também em toda parte mais abaixo apenas gelo e nada mais há nele
E isso somente porque até certo tempo ninguém inventara um modo de penetrar sob a camada de gelo espesso, sob a qual se oculta uma múltipla vida marinha
É apenas um exemplo, mas podemos partir dele para toda avaliação do modo da ciência atual na Terra
Em quase todos os ramos temos aqui, graças à ciência, apenas os conhecimentos mais superficiais sobre o mundo tão rico em camadas à nossa volta
Vejamos que conhecimentos superficiais os homens na Terra têm até agora sobre a obra da Criação
Quão pouco de tudo isso é conhecido dos homens, já o testemunha a sua própria atitude perante aquilo que lhes está mais próximo, isto é, perante o mundo material aqui na Terra e a vida que pulsa aqui ao redor, que é geralmente chamada natureza
A natureza, o mundo natural e a vida que nele se encontra parecem a muitos um conceito conhecido e, com isso, também compreensível
Contudo, a natureza, que nasce da substancialidade da matéria, vale muito mais do que os homens pressentem
Nem mesmo a própria substancialidade das rochas mais grosseiras da matéria é morta, como pensa dela a ciência atual
Nela residem mil mistérios, que os homens apenas ainda não reconheceram
Em todas as suas partes trabalham forças vivas, que trazem em si algo da própria espécie enteal
Tanto a menor pedrinha como uma enorme porção de montanha estão sujeitas à mesma lei da gravitação e a todas as outras forças que atuam sobre elas e nelas
Em tudo se encontra tanta força e energia de origem espiritual e enteal, e o ser humano não tem disso o menor pressentimento
Através da natureza, assim como através de todo o universo de matéria grosseira, fluem forças que, com a sua ação benfazeja, vivificam e fortalecem todas as partículas que nela se encontram
A natureza não é, portanto, apenas o degrau daqui da manifestação material visível da vida, independente do ser humano em seu pulsar, mas é o lugar da interpenetração do enteal, a partir da corrente invisível que vem do alto, em formas reais
Aquilo que aqui é para nós, homens terrenos, a natureza, ou a vida de espécie natural, é na realidade a mais extrema ramificação de todas as irradiações que descem dos lugares das forças eternamente ferventes abaixo de Valhalla
A matéria é um precipitado da irradiação que desce de um lugar situado ainda um pouco mais abaixo do que aqueles oceanos de vida nos jardins de Asgard, já anteriormente mencionados
Aqueles que leram corretamente as diversas dissertações sobre os Altos servidores enteais de Valhalla já sabem com certa segurança onde se encontram os jardins de Asgard e quanta riqueza neles se encontra justamente para todos os planos dos mundos materiais, que dali são formados e também, por todo o tempo de sua duração, vivificados
Os jardins de Asgard são o berço primordial de todas as formas da vida que preenche, nas mais diversas formas e envoltórios, os espaços das esferas de matéria fina e do universo de matéria grosseira, e que, por sua admirável vontade de viver, é geralmente chamada pelos homens natureza, ou mundo da natureza
Justamente tudo isso provém dos imensuráveis oceanos de vida nos diversos planos dos jardins de Asgard e, em seu alegre entusiasmo por servir, forma na natureza uma vida que atua sabiamente e, com isso, serve a Valhalla, ao Graal e ao Criador
Assim, daquele degrau situado mais abaixo desses planos em Asgard brota uma espécie de substância primordial da matéria, que se forma num lugar que podemos chamar de vaso entealmente criador e sagradamente fervente, no qual partículas espirituais incandescentes são envoltas num manto enteal, para então, rolando para as lonjuras, descerem ainda muito mais abaixo, onde, em obediência às Leis da Criação, sob as mãos dos servidores subordinados ao Alto formador das materialidades vindo de Valhalla, Hermetes, se configurassem na própria substância do universo
As correntes de partículas que jorram desse vaso circular de brilho prateado, que na realidade é tão imenso que em seu volume acolheria em si com facilidade todas as sete partes do mundo das materialidades que se encontram abaixo dele, trazem em si as sementes e os germes para tudo aquilo que é chamado substancialidade da matéria
A expressão “vaso fervente” não está aqui por acaso, pois essa imagem é característica sobretudo do acontecer vivo que se desenrola ininterruptamente nesses lugares, visto que dali jorram continuamente, em correntes, novas partículas da espécie básica de matéria fina, que servem de degrau de partida para todas as ulteriores edificações dos planos das materialidades
Justamente para cá, para esses lugares, retornam também as partículas já uma vez unidas, que serviram por certo tempo como partes construtivas lá no fundo das materialidades e que, pela longa duração de seu serviço, já necessitavam da indispensável fecundação por um novo afluxo espiritual em lugares mais próximos da Luz, que naquele lugar de Asgard sempre recebem com segurança
Para os estreitos limites do pensar terreno é dificilmente imaginável que forças e que proporções de gigantescas grandezas são aqui descritas
Cabe, pois, a cada leitor individualmente permitir que ao menos um pouco possa mostrar-se diante de sua visão interior algo desse lugar maravilhosamente incandescente, que irradia para as lonjuras as mais diversas radiações
Os conceitos terrenos daqui são, porém, insuficientes para a descrição correta de tudo aquilo que se desenrola naquele lugar e sempre conduzirão a uma deformação do magnífico acontecer, fascinante para toda imaginação e cheio de atividade, que ali se desenrola
Pode-se ainda chamá-lo de caldeirão fervente, de cadinho de fundição, mas ao mesmo tempo também de anel luminoso, em cujo centro se encontra uma cavidade incandescente, na qual borbulha e ferve, para que ao mesmo tempo, em sua maturação, transborde pelas bordas e siga as direções para as diversas partes do mundo, nas quais então aflui como uma corrente luminosa, trazendo em si a base que contém tudo o necessário para a edificação e manutenção das esferas e mundos de todas as materialidades
Ao mesmo tempo é preciso senti-lo na indispensável leveza translúcida que por sua natureza original lhe pertence, pois o enteal é, em seu fundamento, de espécie tão diferente de todos os degraus das materialidades que, em todas as circunstâncias, tudo penetra
Isso é necessário para que uma quantidade suficiente dessa corrente chegue sempre exatamente aos lugares para onde é enviada em resposta à força de atração nas profundezas dos mundos
Ao mesmo tempo é como o soar daquela magnífica sinfonia que, como um eco que vibra através de todos os degraus mais densos das materialidades, é levada às lonjuras, para ali, na glorificação da grandeza divina do Criador, despertar tudo e fazer vibrar a vida nele contida
As correntes que fluem desse anel continuamente fervente do lugar situado mais abaixo em Asgard são aquela base que traz em si tudo o necessário para o ulterior resfriamento e fusão, que se dá no cumprimento das Leis, que são habilmente aplicadas por todos os entes que servem sob a sábia direção do fiel servidor de Valhalla, Hermetes
No início mesmo da evolução da parte do mundo, Hermetes, por indicação de O-dio-nar, deu a direção de sua descida, depois que antes o servidor Hathmes abrira com seu bastão luminoso a passagem para o nada
Em seguimento a esse sagrado acontecer, jorrou do vaso circular uma corrente luminosa e apressou-se na direção que lhe determinava o sagrado báculo de Hermetes
No interior dessas partículas enteais incandescia uma parcela do espiritual-enteal, que antes descera da Criação Primordial como vibração criadora
As partículas enteais preencheram assim o espaço abaixo dos jardins de Asgard e, de sua viva fluidez, os Alphar enviados para essa tarefa puderam formar os primeiros jardins do degrau de matéria fina da Criação Posterior
Para que toda a direção fosse mantida numa disposição permanente, formou-se ao mesmo tempo também uma ponte de luz de ligação, cuja guarda foi confiada ao servidor Hiemdal, que para essa tarefa, pela vontade de O-dio-nar, surgiu nos salões de Valhalla
Como primeiro, no cume mesmo do ponto de partida de matéria fina, ergueu-se em formas magníficas o templo para o fiel serviço do anjo de Ephesus, a quem foi permitido entrar aqui como servidor de natureza enteal determinado pela Vontade de Deus, e que foi enviado à sua tarefa a partir dos planos de Patmos da Criação Primordial
Por isso podemos chamá-lo de anjo, por mais que, com o seu ingresso em seu ofício, se tenha tornado também um ouvinte das ordens de O-dio-nar
O templo do servidor designado para a proteção dessa parte do mundo vibra no mais bem-aventurado fluir da luz de matéria fina ali onde esses jardins de matéria fina, no início de sua formação, ainda apenas levemente se juntam aos jardins do serviço enteal destinados a receber as centelhas espirituais para a sua preparação para a imersão nas materialidades
Justamente sobre o seu campo de atuação juntou-se ainda depois, adicionalmente, o Luminoso burgo de guarda, que desceu para cá formado pela vontade devotada da cavalaria de Montsalvat no espiritual
E assim descem, de todos esses lugares, tantas espécies de auxílios e tanta bênção que é muito difícil imaginar que haja ainda na Terra homens que nada disso percebem e que nem sequer pressentem tudo aquilo que se encontra nesta pequenina Terra que circula no poderoso abraço do Hermetis de matéria grosseira
Somente depois de certo tempo, quando todos os degraus dos planos de matéria fina se estabilizaram, nos quais as centelhas do espiritual humano, envoltas apenas nas vestes leves da espécie anímica de matéria fina, podem preparar-se, tudo ficou pronto para que se formasse ainda mais um degrau de espécie material, no qual o espírito humano pudesse começar a desenvolver-se no uso de seu livre-arbítrio, sem que o ameaçasse aquela intervenção imediata da Lei da Reciprocidade sempre que decidisse agir erradamente
Essa dádiva do retardamento do efeito recíproco pôde justamente trazer mais um degrau de materialidade, que por sua densidade devia formar uma proteção suficientemente densa contra o caráter imediato dos efeitos das Leis da Criação
Os homens ainda não compreendem que grande dádiva reside nisso para eles
Ao mesmo tempo, porém, nessa densidade, que aqui no Hermetis de Ephesus é dada pelo envoltório terreno de matéria grosseira, ameaçam juntamente com isso o espírito o acomodamento e o sono, resultantes do excessivo retardamento do pensar, que está ligado ao envoltório de matéria grosseira do corpo terreno e ao instrumento do intelecto, que com ele participa de todas as decisões e é sua parte inseparável
Quanto conhecimento reside nisso e quanto auxílio há na possibilidade de poder saber algo sobre essa disposição das condições, isso os homens ainda hoje não sabem apreciar corretamente
Na Mensagem, trazida das alturas do Graal pelo próprio Parsival, é oferecido ao espírito humano um auxílio e uma salvação que nada pode contrabalançar
Precisa apenas ser corretamente apreendido no vivenciar do presente, para que dessa dádiva enviada do Divinal o espírito possa conquistar corretamente para si aquele grande auxílio
Tanto saber há agora nesta Terra
Mas isso ainda não é de longe tudo, porque agora ainda não pode ser dado todo o conhecimento da Mensagem de forma mais desenvolvida, pois isso está destinado somente a espíritos mais maduros num tempo posterior de uma humanidade mais adiantada
A humanidade como um todo não o suportaria e, em seu intelectualismo, procuraria arrastá-lo de novo apenas para os seus baixos objetivos, que têm o fundamento no comércio ou no domínio e na escravização de seu próximo
Isso agora está vedado, e depois da grande purificação na Terra algo assim não haverá mais
Pela Luz, porém, já agora é oferecido muito mais do que é necessário para que os homens espiritualmente abertos possam avançar livre e desimpedidamente para a conclusão de sua ascensão aos bem-aventurados jardins do lar espiritual
A salvação luminosa e o auxílio divino para o espírito humano estão na Terra
E tudo isso penetrou penosamente até aqui, ao preço de muitos sacrifícios pela Luz, justamente até este degrau da materialidade, que no início teve de ser estabelecido para que o espírito humano, com o seu manto anímico, pudesse sempre por algum tempo imergir no degrau protetor do corpo terreno, no qual lhe é dado mais espaço para errar no reconhecimento da direção certa de sua evolução
Esse degrau das materialidades foi formado como um sábio degrau de envoltório, no qual o espiritual pode desenvolver-se semelhante a um grão no solo
Por isso também foi formado esse solo, para que todo o espiritual pudesse ter um apoio para a sua evolução
Foi formado em sabedoria e perfeição de execução
Assim, quando tudo em sua maturidade estava preparado, aproximaram-se de novo os servidores de Valhalla, Hermetes e Hathmes, para com a sua ação abrirem o tempo e o espaço para os lugares do nada num grau de resfriamento ainda maior do que o de todos os degraus anteriores de formação em Ephesus
E assim o bastão de Hathmes abriu a passagem para além dos limites da matéria fina, e o báculo de Hermetes mostrou a direção para o fluir das partículas de luz que desde o início estavam destinadas à edificação do Hermetis de matéria grosseira
Numa poderosa corrente irrompeu a força das partículas radiantes nas trevas e, em seu resfriamento, condensou-se, sob a ordem de Hermetes, nas partículas primordiais básicas de construção, das quais há várias em gradação e das quais a humanidade atual ainda nada sabe
Somente dessas partículas primordiais transbordava sempre nova e nova força, que avançava impelida para os acontecimentos e relações nos quais se formavam as mais ínfimas parcelas da materialidade grosseira
Estas, por sua vez, sob a lei do resfriamento e ao mesmo tempo da atração dos núcleos espirituais interiores, condensavam-se sempre mais e mais em conjuntos que formavam as formas iniciais do Hermetis com tudo o que nele devia chegar à vida
Naquele momento já desciam das alturas ainda outras partículas que nasciam no caldeirão circular enteal
Essas partículas traziam em si o degrau prévio primordial da vida entealmente inconsciente
Traziam em si as sementes trêmulas da vida, que por seu magnetismo deviam atrair na matéria tudo aquilo que as mãos experientes dos servidores enteais reconheciam como caminho para o despertar do princípio primeiro da vida num pequeno planeta, que foi confiado por Hermetes a Erda, chamada para isso, que vibrava na proximidade do sol de Apolo
As sementes primordiais do princípio de vida inconscientemente enteal voavam para baixo e, passando por todas as nuvens de aglomerados estelares e constelações que ainda estavam apenas se formando, aproximavam-se inflexivelmente do lugar onde, pela Vontade do Criador e, com isso, pela vontade fielmente obediente de todos os Altos servidores enteais, a vida devia ser ancorada
O calor incandescente que surgiu no início de todas as fricções, reações de combinação e ligação no surgimento de importantes pontos de apoio no Hermetis, em seguida lentamente diminuiu, e tudo foi gradualmente penetrado, com a participação dos Alphar enviados para cá, pelo calmo e suave circular do Hermetis
Isso possibilitou também a formação de degraus cada vez mais próximos da irradiação das substâncias das quais se compõe o manto de matéria grosseira de Erda, e aquele princípio primordialmente inconsciente da vida pôde assim descer até a própria Terra e inserir-se em suas camadas superficiais e médias para se fixar e se desenvolver
Muito para trás está, portanto, o início da vida neste planeta no Hermetis, e os homens ainda não pressentem como essa vida chegou até aqui e como, afinal, se deu o despertar daquele anseio pela vida
Nada pressentem de que o fundamento reside naquele princípio da vida inconscientemente enteal, que, sob a forma de finas sementes luminosas, trouxe em si o arquétipo das formas e configurações para a evolução básica da vida
Dessa luminosidade das sementes formou-se o caminho para a formação das substâncias que trazem em si tudo o necessário para a repetição na multiplicação aqui, no degrau de matéria grosseira da densa substancialidade
A vivificação da matéria veio como a subsequente configuração da ordem inicial de Deus Pai, justamente e somente das mãos enteais
A vida aqui só pôde surgir por meio da irradiação, ou também do calor incandescente e da luminosidade, das primeiras sementes do princípio inconscientemente enteal, que para essa finalidade foram ligadas na sagrada ebulição daquele caldeirão circular que se encontra no lugar mais baixo abaixo dos jardins
Mas tudo isso foi apenas o início, e o restante, no esplendor de toda a evolução, ainda estava por vir