A Alegria dos Bem-aventurados – Parte Ii

O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 8 de maio de 2023

Original tcheco: Radost Blažených – Část Ii. · cesta-gralu.cz

Se houvesse na Terra mais conhecimento e também mais compreensão para tudo o que se encontra além da fronteira do mundo de matéria grosseira daqui, então certamente tantas pessoas não temeriam o fim terreno de sua vida, tal como isso está justamente arraigado na maior parte da sociedade

É um sinal da falta de conhecimento daquelas grandes conexões que se estendem acima da vida humana

Nunca o mundo terreno esteve tão distante do verdadeiro conhecimento como agora, no período do mais forte domínio do intelecto, em que, curiosamente, a humanidade atual presume com arrogância encontrar-se em seu degrau culminante de todo conhecimento

Que contradição reina nisso, afinal, quando se pronuncia o conceito “ciência” e ao lado dele soa a expressão “verdadeiro conhecimento sobre a vida”

A ciência nada sabe do verdadeiro conhecimento da vida, e isso sobretudo em conexão com a interioridade intuitiva do ser humano

Pode-se levantar a sorridente pergunta de por que há aqui, então, um medo tão grande, por que persistem aqui tais receios do desconhecido depois do fim da vida, se segundo a ciência temos hoje aqui um conhecimento de grande amplitude, que conduz a declarações seguras de si de que o ser humano terreno já domina quase inteiramente tudo o que o rodeia

O fim da vida é um acontecer simples, sempre presente desde o início de todos os tempos dos homens na Terra

E esse acontecer, que acompanha constantemente a humanidade, é na sociedade de hoje motivo de medo, e isso tanto no caso de todas as pessoas mais comuns como no dos mais eminentes cientistas, professores e pesquisadores que debatem em intermináveis conversas sobre teorias de como surgiu o universo

Mal chega ao ser humano o tempo de seu fim, e todos os conhecimentos e teorias científicas chegam ao seu limite, porque não conseguem dar respostas a perguntas na realidade tão sérias e ao mesmo tempo as mais fundamentais

A ciência não dá nenhuma resposta às perguntas sobre aquilo que vem depois do término da vida humana na Terra

Tudo isso e ainda muito mais daquilo que na vida ultrapassa as fronteiras da matéria grosseira testemunha a completa ignorância do mundo de hoje sobre qual é o sentido da existência humana

Ao mesmo tempo, isso aponta infelizmente apenas, uma e outra vez, para a esterilidade da abordagem científica da vida humana

A vida terrena deve ser reconhecida em primeiro lugar como um trecho imensamente valioso do desenvolvimento da centelha espiritual que habita em nós

O espiritual, porém, está hoje justamente relegado inteiramente a segundo plano, embora seja na realidade o mais importante para as respostas às perguntas de por que entramos neste mundo e dele tornamos a partir após certo tempo determinado

Mas tudo isso a ciência terrena deixa de lado e também, em certa medida, o desacredita ao proclamar a teoria de que nada mais fora deste mundo está provado e de que, portanto, somente o terreno tem valor tal que se lhe deva dedicar atenção

Algo assim pode ser designado como prova inteiramente clara da completa ignorância do sentido da vida humana

Reflitamos apenas uma vez com calma e com clareza no pensar

Se não houvesse algo mais, então por certo não persistiriam entre os homens, durante milênios inteiros, tantas perguntas sobre o que vem depois

Isso deveria, afinal, deixar cada um inteiramente calmo interiormente a qualquer pensamento sobre o fim terreno da vida, porque seria um estado natural do ciclo material

Em contraposição, porém, há aqui muitos fenômenos que confirmam que a existência íntima do ser humano prossegue, e por isso há aqui tanta inquietação na questão de como tudo isso se passa

A rejeição e, ao mesmo tempo, o pressentimento, que nada consegue desalojar, de algo existente que prossegue suscitam justamente as referidas perguntas

Mas essas perguntas em si mesmas não podem ser chamadas de conhecimento, mas são apenas uma confirmação daquela grande ignorância sobre aquilo que se segue

Podemos assim dizer que aqui predomina apenas uma confusa ignorância sobre o que há depois do fim da vida terrena humana

A ciência, porém, sempre se recusou até agora conscientemente a ocupar-se de algo assim, pondo em dúvida quaisquer perguntas em torno disso, e por isso justamente ela tem grande parte na alimentação da ignorância geral da maior parte dos homens nesta questão tão séria como, sem dúvida, é o fim terreno da vida

Com essa ignorância, porém, tudo o mais toma necessariamente uma direção distorcida, pois onde falta o conhecimento principal, ali tudo o mais pode talvez ser temporariamente enaltecido e celebrado como grande saber, mas, por força da lei, permanecerá para sempre inteiramente secundário, de menor valor

A ciência pode e deve melhorar as condições terrenas de vida dos homens, contanto que estas permaneçam sempre em harmonia com as demais forças que aqui trabalham, por exemplo as enteais, mas jamais deve a ciência de espécie material elevar-se acima do verdadeiro conhecimento que diz respeito ao caminho integral do ser humano, isto é, em primeiro lugar à parte espiritual de sua personalidade

Somente a conscientização desse caminho espiritual do ser humano, dado desde o princípio, naquilo que é realmente importante para essa parte íntima da existência humana, trará a verdadeira iluminação

E a perspectiva de uma iluminação maior no conhecimento de tudo aquilo que faz parte da grande existência do espírito humano deve agora chegar, para que juntamente com isso mude muita coisa, e até quase tudo, na ordenação da importância do modo de vida terreno

Na realidade, não há para o espírito humano nenhuma fronteira entre o mundo daqui e todos os demais planos da existência

Há somente aquele instante inexorável da ruptura divisória, que está ligado ao abandono do invólucro corporal terreno e, com isso, à interrupção do fio da vida terrena

É justamente essa inexorabilidade da divisão que cria para as pessoas de mentalidade materialista a impressão do fim da vida

Isso entra na vida dos homens terrenos de modo tão duro, incorruptível e também irreversível que provoca na maior parte deles um abalo, quando alguma vez se defrontam com isso bem de perto

Esse ângulo de visão, porém, pertence a tudo aquilo que olha a passagem para os planos mais finos apenas do lado das pessoas que permanecem na Terra, que a consideram como perda de algo que para elas se realizava na dimensão terrena de sua transitoriedade

O abandono do invólucro terreno, isto é, a partida dos envoltórios mais finos do espírito para diante, significa para os que hoje ficam, na maioria das vezes, sempre apenas dano e perda

Eles percebem e veem, com a sua vista e com todos os seus sentidos materiais, o invólucro imóvel que ainda há pouco estava repleto de vida, e vivenciam nisso uma perda, pois com o instante da partida tudo o que era antes se tornou passado

Não veem, porém, que o caminho daquele que partiu prossegue e muitas vezes se dirige a planos que podemos chamar, em comparação com o mundo terreno, tanto mais claros e bem-aventurados que, se isso fosse possível, mesmo uma pequena parcela da paz profunda e da alegria que ali reinam significaria aqui na Terra uma reviravolta em todo o modo de viver

Aquela luminosa paz profunda permanece ligada aos lugares de lá justamente porque neles pode manifestar-se mais tudo o que é mais puro e mais íntimo, e que aqui na Terra é em geral considerado pelos homens como impróprio

Aquilo que nos planos dos lugares luminosos etéreos é presença permanente é um grau mais elevado do puro sentir intuitivo, tal como os homens aqui na Terra já não conseguem manifestar para com o próximo nem para com todo o mundo ao redor

Os homens aqui na Terra consideram isso impróprio, porque vive neles o receio de serem vulneráveis da parte das outras pessoas ao redor, se apenas deixassem transparecer mais os seus impulsos interiores mais nobres para com o seu próximo

Isso se tornou, por isso, algo inteiramente rejeitado, em vez de fazer parte do mundo dos homens daqui, intuitivamente frio e, com isso, infelizmente, muito vazio

É considerado impróprio ir com o coração aberto e com percepções intuitivas sinceras a todos os instantes do dia, como com algo que com razão pertence ao ser humano e ao seu vivenciar

A duplicidade que foi aceita para este mundo divide-o em duas partes, que, porém, não podem atuar por longo tempo assim lado a lado sem que disso resulte um dano para o ser humano, que se manifesta no desenraizamento, na dilaceração interior e num estado geral em que, em muitos lugares, espreitam o ser humano o vazio e a falta de sentido de seu proceder

Isso vale para todos aqueles que já não trazem em seu íntimo o senso para valores mais elevados e se contentam apenas com a simples satisfação de desejos e impulsos materiais

Esses homens aqui na Terra necessariamente sofrem e vivenciam uma tensão indizível, quando o seu íntimo vivencia uma coisa e exteriormente têm de agir de outro modo

É a máscara do mundo terreno, que se tornou algo que é considerado normal

Na realidade, há muitíssimas pessoas que de tempos em tempos percebem que o mundo terreno não as pode satisfazer nos lampejos de seu anseio por algo mais elevado, mais nobre e mais pleno de sentido, que em algum lugar no fundo delas faz vibrar o seu espírito

É aquele eco da sintonização conjunta com tudo o que é mais elevado, que ressoa justamente até a Terra vindo dos lugares onde almas repletas de pureza se alegram com a sua ligação consciente com a obra da Criação e avançam, na mais alta felicidade criadora, degrau após degrau para o alto, mais perto da Luz radiante, que desce até elas na forma da corrente, que tudo ultrapassa, da Plenitude do Amor de Deus

Mas justamente porque aqui na Terra, juntamente com a paralisia no manifestar da intuição e do bem na vida cotidiana dos homens, essa ligação falta, tornou-se um estado comum que algo mais fino, que anseia mais pelos lugares de lá nos planos da luminosa materialidade etérea, seja considerado fraqueza e um agir incorreto do ser humano

Com o desaparecimento de um sentir intuitivo maior, o mundo daqui retraiu-se e perdeu a ligação com os lugares para onde naturalmente tende em sua essência a maior parte das almas humanas, porque o anseio pelo bem e pela alegria pura arde em seu íntimo a partir da essência da centelha espiritual interior, que nelas ainda sempre arde incandescente e brilha

Daí aquela contradição que encontramos aqui todos os dias na maioria das pessoas e que gradualmente desaparece quando a alma pode realmente ascender aos lugares aos quais pertence conforme a sua vibração interior e maturidade, que ardem nela como a manifestação mais natural da vida espiritual interior

Assim, depois do depor do invólucro terreno, todas aquelas intuições e anseios pelo bem e pela pureza podem gradualmente tornar-se parte natural das manifestações da alma nos mundos etéreos

Juntamente com isso vem apenas uma alegria cada vez maior, pois a alma reconhece nisso aquela grande sabedoria e naturalidade que a conduz e onipresentemente a rodeia

Rapidamente desaparece todo o medo e os receios que faziam parte das formas comumente oferecidas do modo intelectual de refletir e deduzir, procedente puramente só do cérebro, sempre que alguma vez se falava daquilo que há depois do fim da vida terrena

A alma reconhece quão terrivelmente estreitado está todo o pensar sobre essas coisas e quanto se alastraram o medo e a desconfiança, que no mundo dos pensamentos foram multiplicados por aquelas pessoas que, com razão, com base em sua vida não boa, temiam aquilo que, a partir de suas funestas inclinações e baixos desejos, as mãos dos Alphar tiveram de formar para elas como planos contínuos correspondentes ao seu afastamento da Luz

Mas grande parte das almas não precisa partilhar esse estado de receios e medos, pois os seus caminhos através dos planos etéreos estão justamente apenas mais repletos da autenticidade de sua volição, que em seu fundamento era melhor do que pôde manifestar-se no tempo da vida na Terra

No instante em que a alma torna a encontrar em si a paz que sempre buscou na Terra, então compreende por que mundo enganoso se deixou dominar e atar na Terra, embora isso nunca tenha sido querido no desígnio de Deus, mas foi criado pela atitude de pensamento daquelas pessoas na Terra que sucumbiram ao intelecto e, juntamente com ele, a certa rigidez, que após os milênios decorridos se tornou a norma para a designação “vida terrena correta”

Então por certo tempo isso dilacera o seu íntimo, pois justamente nesse momento ela vê com nitidez toda a falsidade do modo que é considerado o viver correto da vida terrena

Quisera sacudir os homens terrenos, mas vê que isso não é possível, pois também ela mesma não foi diferente no tempo de sua encarnação terrena

Então ela se volta e caminha para o alto, ao encontro da Luz, que a chama cada vez mais para a sua proximidade

Em seu corpo anímico manifesta-se nesse momento também tudo aquilo que a impele para o verdadeiro estado de seu desenvolvimento

Se a alma na Terra era ainda uma criança terrena que, por algum motivo, encerrou prematuramente o seu tempo no corpo terreno, então a alma retorna gradualmente ao estado de sua maturidade original

A criança torna-se aceleradamente um jovem ou uma jovem e, em seguida, rapidamente aquela alma madura que era antes de entrar em ligação com o corpo terreno

Então a alma sente-se tal como era antes de se preparar para entrar em ligação com o corpo terreno

A forma infantil, que estava ligada à idade do corpo terreno, desvanece-se rapidamente, e a alma é de novo aquela que também em parte sempre se sentia ser no corpo terreno da idade de criança

Exatamente o mesmo se dá também no caso do sexo terreno, quando a alma em seguida muitas vezes retorna à sua disposição anterior para a atuação feminina ou masculina, por mais que antes, com o fim da encarnação, se tenha ligado a um corpo terreno que percebia como necessário ao seu amadurecimento

É uma transformação que aqui na Terra nunca encontrará condições correspondentes, pois a matéria grosseira permanecerá sempre um obstáculo à consumação de uma mudança completa

Mas quanto mais alto ela se encontra, tanto mais fácil é esse retorno ao estado original, pois todos os que ali se demoram o consideram natural

Pressentem que isso foi algo necessário para a compreensão e para o progresso ulterior na maturidade, e por isso o estado da alma ao qual retorna o recém-chegado de sua peregrinação pela Terra é considerado o verdadeiro estado do ser, que não é posto em dúvida nem por um instante

Também é natural que ali não seja possível encontrar a menor parcela de zombaria, nem perguntas sobre como algo assim é possível no caso da alma em questão

A luminosidade ali dá a tudo certa parcela de compreensão consciente, que aqui na Terra é algo distante

A pureza e a maturidade dos planos luminosos dos mundos etéreos excluem inteiramente qualquer forma de ferir as intuições profundas, que justamente aqui na Terra são açoitadas pela agressividade dos impulsos baixos de espíritos imaturos e tenebrosos até sangrarem nas pesadas dores interiores de muitas pessoas

Algo assim é, nos lugares de paz profunda dos planos luminosos, coisa do passado, e a alma pode por isso manifestar-se inteiramente como o determinam os seus impulsos provenientes da centelha espiritual

Por isso cada espírito humano deveria esforçar-se por elevar-se mais alto em seus pensamentos e virtudes aqui na Terra, pois com isso apenas confirma que pertence realmente mais ao alto, aos planos de paz e de cooperação criadora de todos os espíritos que, com base em seu conhecimento, estão adiantados em suas capacidades de viver permanentemente por impulsos nobres

O verdadeiro fervor do esforço íntimo dirige os seus passos ulteriores apenas aos planos onde se encontram os lugares traspassados pela luz, que oferecem à alma o livre vivenciar da alegria, pois os lugares impregnados das correntes de nobreza de caráter e de maturidade despertam em toda alma mais luminosa o sentir intuitivo da proximidade do lar

Ali está tudo aquilo que à alma faltava na Terra, ou inteiramente ou apenas em medida muito reduzida, e pelo que ela, em sua sintonização, ansiava, porque o considerava inseparável da essência da pura vida humana

O calor humano, por tanto tempo não realizado na Terra, ligado a um fervoroso sentir intuitivo, torna-se de repente para a alma que chega aquilo por que ela ansiava na mais alta medida de sua compreensão do bem e da amorosa reciprocidade entre os homens

Então, de repente, este mundo torna-se para ela realidade, seja porque ela partira daqui anteriormente para a Terra, para ulteriores vivências e para a remição de seus fios de imaturidade, seja também porque, por seu desenvolvimento, amadureceu pela primeira vez para estes lugares através de seu fervoroso anseio pela proximidade de Deus, quando justamente em Deus começou a encontrar algo mais do que apenas um conceito para a rígida profissão dogmática das representações eclesiásticas sobre o Criador

Tantas almas alegram-se retrospectivamente pelo instante em que, na hora do fim terreno, se abriu diante delas um novo caminho, que, a despeito das representações reinantes na Terra, não é um caminho de castigos e de vingança, mas para a alma peregrina é um caminho de um ambiente exatamente formado, que reflete cada vibração viva de sua intuição

Da angústia inicial nasce a plena confiança na grande Sabedoria e Justiça de Deus, na qual encontra lugar cada movimento interior de pura intuição e de virtudes mais elevadas

Quão grande é a diferença entre esses planos, que, apesar de sua luminosidade e paz profunda, ainda estão longe do verdadeiro lar dos espíritos, e as representações distorcidas sobre o mundo após a morte no mundo terreno

Muita alma fica arrebatada pelo modo tão verdadeiro como trabalham as Leis de Deus, em contraste com as representações terrenas dos homens, que comprimem o Divinal em suas formas de justiça

Tanta beleza sublime e pureza envolve a alma, se ela trazia em si a vontade para o bem e encontrava apoio para esse bem em sua vibração interior da intuição

Bem-aventurança é aquele conceito que de repente adquire a dimensão de uma vivência real no mundo do criar em paz profunda e da aquisição de novos conhecimentos, que ali são transmitidos como sagrada armadura nos momentos mais íntimos da completa entrega à Luz

Tão elevados se mostram os mundos dos planos mais finos das materialidades etéreas àquela alma à qual foi permitido chegar até aqui

Ao mesmo tempo a alma reconhece também quantos degraus ainda se encontram diante dela, pelos quais precisa peregrinar e que precisa vivenciar, para estar um dia preparada para entrar no verdadeiro lar dos jardins eternos

Nada disso, porém, a assusta, ela não tem medo nem receio de nada, porque é conduzida por amorosos auxiliadores e ela própria também pode ajudar aqueles que se encontram atrás dela

Está repleta de felicidade por poder vivenciar isso e gradualmente percebe também o mundo terreno em sua proporção como algo parcial, que lhe proporcionou a possibilidade de um trecho de vivência por meio da ligação com o corpo terreno, o qual, porém, à distância, considera apenas um instrumento para a ligação com a matéria grosseira

Retrospectivamente, vê em tudo isso ainda um valor inteiramente diferente daquele que lhe atribuía no tempo de sua vida terrena

Muita coisa lhe parece também incompreensível em como pôde sucumbir a isso e como se deixou confundir por certo tempo pela aparência das coisas que lhe pareciam importantes na Terra, embora na realidade isso fosse inteiramente secundário em comparação com a vontade para o querer puro e bom

Gradualmente isso se torna passado, porque há aqui tanta coisa nova que não há tempo nem espaço suficientes para que lhe seja permitido abranger e acolher tudo isso

A única consequência disso é uma gratidão permanente que decorre do vivenciar da felicidade e da alegria que tudo isso permeia, como um estado de ser que para a alma tudo sobrepuja

Oxalá também o plano terreno da vida daqui se aproxime um dia desse estado

Tanto refrigério e tantos auxílios quanto nisso estão ocultos derramar-se-iam sobre o mundo terreno como água da ressurreição

Um dia, porém, isso virá e será presente também aqui, o que, entre outras coisas, fechará também o abismo que até agora se abre entre o mundo daqui da matéria grosseira e os planos para onde partem aqueles que chegaram ao fim em seus corpos terrenos

Então se unirão muitos fios que trarão à Terra a vivência da Verdade, e o saber sobre a verdadeira vida espiritual tornar-se-á o fundamento para o pressentimento da grande Plenitude do Amor do Criador e também para o pressentimento do ponto de partida de toda a vida nesta obra da Criação, que se encontra no mais alto salão do Burgo primordialmente eterno do Graal, entre a Criação e o plano do Divinal